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A perda de memória costuma ser um dos sinais mais associados à demência, mas não é o único alerta. Outros sintomas podem aparecer antes de um diagnóstico mais avançado e, em alguns casos, passam despercebidos por não parecerem ligados ao cérebro.
Em entrevista ao The Mirror, o médico Johannes Uys, da Broadgate General Practice, apontou sinais precoces que merecem atenção, inclusive alterações físicas.
Segundo o especialista, os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Por isso, ao notar mudanças persistentes em si mesmo ou em alguém próximo, o ideal é procurar avaliação médica.
Entre os sinais citados estão marcha instável, falta de coordenação, tremores nos membros e dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia.
O médico lembra que os fatores de risco para demência são variados. Alguns, como a idade, não podem ser evitados. Outros, no entanto, podem ser reduzidos com mudanças no estilo de vida.
Mudanças na alimentação também podem ser sinal
Alterações no comportamento alimentar também podem indicar um quadro inicial de demência, especialmente no caso da demência frontotemporal, que afeta os lobos frontal e temporal do cérebro.
Um dos sinais possíveis é a preferência repentina por doces e carboidratos, com abandono de uma alimentação equilibrada. Neurologistas acreditam que essa mudança pode estar ligada à perda de sensibilidade do paladar.
A nutricionista Joice Abreu explicou ao Metrópoles que, no declínio cognitivo, o cérebro passa a enviar mensagens ao corpo de maneira diferente. Com isso, a percepção de sabor e sede pode ser alterada.
Outros sintomas que merecem atenção incluem comportamento social inadequado, perda de empatia, insensibilidade aos sentimentos de outras pessoas, descuido com a higiene pessoal, dificuldade para formar frases e episódios de riso ou choro incontroláveis.
Demência é um termo usado para descrever um conjunto de doenças caracterizadas por alterações cognitivas, que podem envolver perda de memória, mudanças na linguagem e desorientação no tempo ou no espaço.
Embora muitas formas de demência ainda não tenham cura, estudos indicam que uma parte dos casos pode ser prevenida ou atrasada com diagnóstico precoce e controle de fatores de risco.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 47,5 milhões de pessoas vivem com demência no mundo. A estimativa é que o número chegue a 75,6 milhões em 2030 e possa quase triplicar até 2050, alcançando 135,5 milhões.