
Encerrou-se o prazo de 24 horas dado por Tel Aviv para cerca de 1 milhão de pessoas deixarem o norte da Faixa de Gaza, enquanto as Forças Armadas de Israel se preparam para uma ofensiva terrestre no território palestino.
Ao todo, mais de 2 milhões vivem em condições precárias em Gaza, uma estreita faixa que se estende por cerca de 40 quilômetros ao longo do Mar Mediterrâneo e faz fronteira com Israel ao norte e a leste, e com o Egito ao sul.
Israel tem apoio do Ocidente em sua ofensiva. “Nós sempre estaremos do lado de vocês”, declarou o secretário de Estado americano, Antony Blinken, em visita a Israel na quinta-feira.
A Otan também tem enfatizado o direito de Israel de se defender após os ataques do Hamas. O secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, afirmou, porém, que é importante que os israelenses “façam todo o possível para evitar a perda de vidas de civis inocentes”.
O ultimato dos militares israelenses foi anunciado depois que no dia 7 de outubro o grupo terrorista islamista Hamas lançou ataques sem precedentes contra Israel, matando mais de 1,3 mil e ferindo mais de 3,3 mil em cidades fronteiriças e em um festival de música.
Israel respondeu com pesados bombardeios sobre Gaza, prometendo “esmagar” o Hamas. Mais de 1,9 mil palestinos já morreram e 7,7 mil ficaram feridos, segundo autoridades locais.
Fonte: IstoÉ/ML