
Lucas Adriano Caniza Santos era conhecido como Lucão. (Divulgação)
Lucas Adriano Caniza Santos, de 32 anos, conhecido como “Lucão”, morreu na madrugada desta quinta-feira (14) após um confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em Sonora, na região norte de Mato Grosso do Sul.
Segundo a Polícia Militar, ele era apontado como responsável pela logística do Comando Vermelho na região e exercia posição de liderança dentro da organização criminosa.
De acordo com o tenente-coronel Rigoberto Rocha, comandante do Bope, o suspeito vinha sendo monitorado pelas forças de segurança há algum tempo.
Durante a madrugada, equipes localizaram Lucão em atitude considerada suspeita, acompanhado de outro homem.
Conforme relatou o comandante durante coletiva de imprensa, o segundo indivíduo conseguiu fugir no momento da abordagem. Já Lucão teria reagido contra os policiais.
“Ele estava com uma segunda pessoa. Essa segunda pessoa empreendeu fuga e ele, ao sacar a arma de fogo e atentar contra a equipe policial, houve revide. Foram realizados todos os procedimentos para prestar socorro, mas ele veio a óbito”, afirmou o tenente-coronel.
Com o suspeito, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 contendo quatro munições intactas.
Segundo a polícia, Lucas Adriano possuía antecedentes por violência doméstica, associação criminosa, tráfico de drogas e tentativa de homicídio.
Ainda durante a coletiva, o comandante destacou que Lucão já era conhecido pelas forças de segurança e apontado como integrante de relevância dentro da facção criminosa.
“É um elemento com passagem por organização criminosa e tráfico de drogas, bastante conhecido. Tinha uma certa liderança dentro desse grupo, e o Bope o retira de circulação, sempre utilizando todas as medidas legais para que a abordagem seja feita da forma mais segura possível”, declarou Rocha.
O comandante também afirmou que integrantes de organizações criminosas vêm migrando de outros estados para Mato Grosso do Sul, principalmente para regiões estratégicas próximas às divisas.
“Pode ter certeza que o Bope está monitorando e vai abordar qualquer pessoa em atitude suspeita. Se estiver devendo à Justiça, será presa; se estiver cometendo delito, também será presa”, pontuou.
Na avaliação do oficial, a região norte do Estado tem sido vista pelas facções como uma área estratégica para expansão territorial e logística criminosa.
“A gente acredita que seja uma região de passagem dentro do Estado. Do outro lado da divisa já há uma presença maior dessas forças, e esse tipo de organização busca estabelecer território para avançar para outras cidades”, concluiu.