
Elaborado mensalmente pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o Informativo CNM de Inflação realiza o acompanhamento da evolução do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – indicador oficial de inflação do Governo Federal, com meta de cumprimento determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em fevereiro, o índice registrou alta de 0,70%.
O IPCA avalia mensalmente uma cesta de 377 itens para famílias com rendimentos entre 1 e 40 salários-mínimos. Neste mês, os preços foram coletados de 30 de janeiro a 03 de março, tendo como base os preços vigentes de 30 de dezembro de 2025 e 29 de janeiro deste ano.
A inflação apresentou aumento de 0,70% no mês – resultado acima da expectativa de mercado do último Relatório Focus, que era de 0,6%; e abaixo do IPCA do mesmo mesmo período do ano anterior, de 1,31%. Já o IPCA acumulado em 12 meses chegou a 3,81% – abaixo do limite superior da meta de inflação do CMN para o ano, de 4,5%; e também abaixo dos 4,44% dos 12 meses acumulados até janeiro de 2026.
A decomposição do IPCA aponta que todas as nove categorias apresentaram alta no mês de referência. As maiores contribuições para o incremento do índice foram observadas nos setores de educação (5,21%), transportes (0,74%), saúde e cuidados pessoais (0,59%), alimentação (0,26%), habitação (0,30%), despesas pessoais (0,33%), vestuário (0,16%), comunicação (0,15%) e artigos de residência (0,13%).
Os itens que mais contribuíram para a taxa de inflação observada no período foram “ensino fundamental” (8,11%) e passagem aérea (11,4%). Já com a deflação, contribuíram os itens “gasolina” (-0,61%) e “cinema, teatro e concertos” (-3,90%).
Analisando os últimos 12 meses, contribuíram para o arrefecimento da inflação o grupo “alimentação e bebidas”, passando de uma inflação anualizada em março de 2025 de 7,68% para uma inflação de 1,76% em fevereiro deste ano. A redução nesse grupo apresenta impactos positivos para a população, uma vez que reduz os custos com alimentação. Por outro lado, o grupo “habitação” passou de uma inflação anualizada em março de 2025 de 3,84% para uma inflação de 5,69% em fevereiro de 2026.
Da redação/AB








