
Texto reforça a necessidade de rastreabilidade do rebanho (Foto: Edemir Rodrigues)
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) e da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), publicou nesta quinta-feira (16), no Diário Oficial do Estado, mudanças nas regras que orientam a produção de carne sustentável e orgânica no Pantanal. As novas diretrizes estabelecem critérios mais detalhados para manejo do rebanho, infraestrutura das propriedades e controle ambiental.
Entre as exigências, estão práticas obrigatórias de conservação de recursos naturais, como o uso adequado de fontes de água, prevenção de erosão e manejo de resíduos para evitar contaminação do solo e dos rios. Também passam a ser observadas regras mais rigorosas para o bem-estar animal, incluindo controle de lotação, acesso à alimentação adequada e medidas para reduzir estresse durante o transporte e manejo.
O texto reforça ainda a necessidade de rastreabilidade do rebanho, com identificação individual dos animais desde os primeiros meses de vida, além do cumprimento de protocolos sanitários, como vacinação, controle de doenças e acompanhamento técnico especializado.
Na área de infraestrutura, os produtores deverão atender critérios específicos para armazenamento de insumos, funcionamento de confinamentos e destinação correta de resíduos. Também há exigências relacionadas à regularização ambiental e ao cumprimento de normas trabalhistas e de segurança no campo.
As mudanças integram uma estratégia para adequar a produção pantaneira às exigências de mercados mais rigorosos, especialmente no exterior, que demandam garantias de sustentabilidade e origem responsável. A atualização das regras também busca fortalecer a competitividade da carne produzida no bioma, aliando produtividade à conservação ambiental.