O cargo de delegado-geral da Polícia Civil será assumido por Roberto Gurgel, conforme confirmado pelo Governo do Estado, na manhã desta segunda-feira (21).
O ex chefe da Polícia Civil, Adriano Garcia Geraldo, pediu afastamento após atirar três vezes contra o carro de uma jovem, de 24 anos, na noite da última quarta-feira (16).
O Correio do Estado adiantou a informação da demissão, em primeira mão, na sexta-feira (18).
Na carta entregue para Azambuja, Garcia alegou que colocou o cargo à disposição por cunho pessoal e familiar.
“Por questões de cunho pessoal e familiar, opta por colocar à disposição de Vossa Excelência a função em apreço, cujos motivos que ensejaram a presente tomada de decisão serão esclarecidas pessoalmente em momento oportuno”, escreveu na carta.
Roberto Gurgel foi nomeado como diretor da Academia de Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (Acadepol/MS), no dia 3 de março.
Antes disso, atuava no Departamento de Polícia Especializada.
Na quarta-feira à noite, na Avenida Mato Grosso, Adriano Garcia perseguiu a jovem, no trânsito, depois de o carro dela ter apagado no sinaleiro, conforme conta a própria jovem.
Já na versão da Polícia Civil, ela infringiu algumas regras de trânsito, jogando o carro na frente do veículo descaracterizado, e se recusou à ordem de parada.
A moça, brava com o buzinaço do policial, mostrou o dedo médio para ele. O gesto perturbou o policial, que quis abordar ali mesmo a motorista.
Então, começou a perseguição, que terminou na calçada de uma escola de idiomas.
Chegando lá, o ex-chefe da Polícia Civil acionou reforço, e só depois de mais de 30 minutos, a jovem saiu do veículo.
Antes disso, Adriano Garcia Geraldo atirou em três pneus do carro da jovem, para que ela parasse o veículo, segundo ele.
A jovem disse ao Correio do Estado que se assustou com os tiros e a perseguição, afinal, ela “jamais” pensou em se tratar de policial, que conduzia um carro descaracterizado.
O caso está sendo acompanhado pela Associação dos Delegados de Polícia de Mato Grosso do Sul; Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul, e pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.