
Delegado do GARRAS, Pedro Cunha – Foto: Naiara Camargo
B.R.P., de 39 anos, morreu em confronto com policiais civis da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), na noite desta quinta-feira (25), em um condomínio de apartamentos no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.
Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil recebeu uma denúncia de que havia um homem, com mandado de prisão em aberto, traficando drogas, armado, em um prédio na região sul da Capital. Ele teria 16 anos de pena para cumprir, mas, estava foragido.
O indivíduo tem passagens na polícia por tráfico de drogas, roubo simples e roubo qualificado pelo emprego de arma de fogo, sendo esses dois últimos crimes praticados em São Paulo.
Policiais chegaram no local, deram voz de abordagem ao autor, mas ele desobedeceu, sacou a arma e atirou contra os policiais. Os agentes revidaram, balearam e acertaram o indivíduo.
Os policiais prestaram socorro e encaminharam o criminoso para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Universitário, mas, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
No apartamento, foram apreendidos revólver calibre .38, tabletes de substância entorpecente análoga à maconha e balança de precisão.
A substância apreendida foi encaminhada para à Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR), onde, após pesagem, verificou se tratar de 840 gramas de substância entorpecente análoga à maconha.
De acordo com o delegado do GARRAS, Pedro Cunha, o criminoso era natural de Cafândia (SP) e morava em alguns períodos em Mato Grosso do Sul e em outros em São Paulo.
“Ele passou períodos aqui no Mato Grosso do Sul e períodos no estado de São Paulo, ele se revezava entre esses dois estados, em determinados momentos da vida. Ele tinha mandado de prisão em aberto, oriundo de três condenações: uma por tráfico de drogas, aqui no estado de Mato Grosso do Sul, mais precisamente em 2017 e outras por roubo simples e outra por roubo avançado pelo emprego de arma de fogo em São Paulo”, disse o delegado, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (26).
O caso foi registrado como Morte por Intervenção de Agente de Estado.
Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 46 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, de 1º de janeiro a 16 de julho de 2024, em Mato Grosso do Sul.
Das 47 mortes,
Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.
O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.
Fonte: Correio do Estado