Nova Vara vai acelerar sentença em ação criminal contra Gerson Claro por corrupção no Detran-MS

MMN/AB

Gerson Claro chegou a ser preso preventivamente durante a Operação Antivírus do Gaeco. (Arquivo, Jornal Midiamax)

A juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal, redistribuiu ação criminal que tem o atual presidente da Alems (Assembleia Legislativa de MS), deputado Gerson Claro (PP), como réu por corrupção enquanto atuava como diretor-presidente no Detran (Departamento Estadual de Trânsito de MS).

O processo será encaminhado para uma das novas Varas Criminais, criadas recentemente pelo TJMS (Tribunal de Justiça de MS) justamente para acelerar processos que estavam ‘travados’.

Na decisão proferida nesta quinta-feira (2), a magistrada determinou: “Nos termos da Resolução n. 392 de 04/03/2026 e do Provimento n. 774 de 02/06/2026, ambos do TJMS, devolvo os autos em cartório para redistribuição às 7ª e 8ª Varas Criminais Residuais“.

Então, o cartório deverá fazer a distribuição para uma das duas novas Varas Criminais: a 7ª, que tem a juíza Tatiana Decarli, ou a 8ª, sob o comando do juiz Deyvis Ecco.

A ação penal está pronta para a sentença e o encaminhamento para a nova Vara irá acelerar o desfecho judicial.

Trata-se de processo criminal movido pelo Ministério Público sobre supostos desvios em contrato do Detran-MS, dirigido à época por Gerson Claro, com a Pirâmide Informática, de R$ 7,4 milhões, feito de forma emergencial, em outubro de 2016.

A reportagem procurou a defesa de Gerson Claro, representada pelo advogado André Borges, para comentar a decisão: “A defesa ainda não foi intimada sobre eventual redistribuição; no momento oportuno manifestaremos no processo”, declarou o advogado.

Gerson Claro foi preso na Operação Antivírus

Equipes do Gaeco na Operação Antivírus. (Divulgação, MPMS)
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