
Gerson Claro e Gênis Garcia Barbosa. (Reprodução)
Procurado pela Justiça há mais de dois anos, Gênis Garcia Barbosa, ex-servidor comissionado do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), é denunciado em mais um caso de corrupção no órgão — ele consta como réu em pelo menos outros 11 processos sobre fraudes no órgão.
Em abril, o MP ofereceu denúncia que implica Gênis e o despachante David Cloky Hoffaman Chita, além de outros dois servidores do Detran-MS e um segundo despachante, em esquema para incluir ilegalmente o quarto eixo em semirreboques.
Gênis foi nomeado por indicação política, em abril de 2016, para exercer cargo operacional no órgão de trânsito, que estava sob o comando de Gerson Claro — atual presidente da Assembleia Legislativa.
No entanto, o ex-comissionado — que é filiado ao PP de Sidrolândia desde 2016 — ganhou destaque no Detran-MS após trabalhar como ‘voluntário’ na campanha política de Gerson Claro, em 2018, quando o político se elegeu pela primeira vez a um cargo eletivo como deputado estadual, também pelo PP.
Então, 26 dias após a posse de Claro como deputado, no dia 27 de fevereiro de 2019, Gênis foi promovido a gerente da agência do Detran-MS no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. Assim, o salário de Gênis teve aumento de quase 80%.
Logo após essa guinada na carreira pública dentro do Detran-MS, servidores denunciaram ao Jornal Midiamax, em março de 2019, que o órgão havia se transformado em ‘cabide de emprego’ para aliados eleitorais de Gerson Claro no Detran-MS.
Na época, Claro admitiu à reportagem que ainda exercia influência na definição de comissionados para cargos de chefia no Detran-MS, mesmo tendo deixado o comando do órgão em 2017, após ser preso acusado de corrupção no contexto da Operação Antivírus.
Ação penal contra Claro segue parada na Justiça, aguardando a realização de uma perícia.