Mais de 330 policiais buscam traficante que feriu PM do Bope na região de fronteira

Mais de 300 policiais participam de operação na região de fronteira – Divulgação

O oficial da Polícia Militar, Allison Fernando, foi enfático ao afirmar em entrevista concedida à rádio Império FM, do Paraguai, na tarde dessa terça-feira (22), que “ninguém investe contra a polícia e ninguém atira em policial!”.

O contexto da fala é a Operação Presença, deflagrada em toda região de fronteira após o subtenente do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Carlos Alberto dos Santos Aragaki ter sido atingido por um tiro de fuzil durante conflito com um grupo de traficantes no último dia 16, em Antônio João.

Policiais de diferentes forças estão à caça dos 8 envolvidos no conflito e prometem não sair da região fronteiriça até que todos sejam presos. “Todos serão presos e enquanto não forem, mais policiais vão chegar”, garantiu o oficial da PM. Um deles, identificado como Paulo Denis Martinez Recalde se entregou à Polícia Federal no domingo (20) e foi liberado após audiência de custódia.

A quantidade de policiais na operação chegou a 330 nessa terça-feira e envolve a Polícia Militar (PM), a Polícia Civil (PC), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Federal (PF), o Departamento de Operações da Fronteira (DOF), os batalhões do Bope e do Choque e até mesmo o Corpo de Bombeiros. Os policiais estão distribuídos nas cidades de Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Amambai e Coronel Sapucaia.

Forte presença policial também vai coibir crimes transfronteiriços

Além da caça à quadrilha que atirou no subtenente do Bope, segundo o oficial da PM, Alisson Fernando, a forte presença policial visa, consequentemente, coibir crimes transfronteiriços como tráfico de drogas, contrabando, descaminho e também roubos, furtos e homicídios em todas as cidades em que as equipes estão trabalhando. “Nada vai passar!”, disse o oficial.

Diante disso e como diversas barreiras policiais estão instaladas na região, o policial orientou, durante a entrevista, que todos os moradores, a fim de evitarem transtornos, transitem com seus documentos de identificação.

“O serviço de inteligência está trabalhado da identificação dos criminosos, bem como dando todo o suporte para que a operação seja realizada de forma eficaz e garanta a segurança da população que mora na região”, afirmou a Polícia Militar, em nota.

O caso

O subtenente Carlos Alberto dos Santos Aragaki foi atingido na madrugada de 16 de março, quando o Bope realizava uma operação contra o tráfico de drogas em uma estrada vicinal do município de Antônio João, onde traficantes passariam com um carregamento de drogas.

Durante a abordagem, traficantes que davam apoio ao transporte do entorpecente chegaram nos policiais em veículos com faróis apagados e surpreenderam-nos com tiros de fuzil.

O subtenente foi atingido nas duas pernas. Ele foi encaminhado a uma unidade de saúde e, em razão da gravidade da lesão, teve sua perna direita amputada no joelho para baixo.

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