Idosa morre de dengue hemorrágica e família aponta negligência

Viaturas em frente à UPA de Dourados, em agosto do ano passado (Foto: Adilson Domingos)

A Polícia Civil vai investigar denúncia de suposta negligência no atendimento a uma idosa de 72 anos que morreu depois de ser atendida por três vezes na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Dourados. Moradora na Vila Cachoeirinha, Maria Elizabeth da Silva morreu no mês passado, mas o boletim de ocorrência foi registrado hoje (19) na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).

De acordo com a denúncia feita na polícia pelo filho dela, Marcio Valdick da Silva, 44, no dia 17 de abril, Maria Elizabeth reclamava de dores e foi levada à UPA, na Rua Coronel Ponciano. No local, os atendentes informaram que ela estaria com cólica renal. Medicada, ela foi liberada para voltar para casa.

Como as dores continuavam, no dia seguinte a idosa foi novamente levada para a UPA e mais uma vez recebeu medicação para cólica renal, dessa vez na veia. Liberada após a medicação, ela foi levada para casa, mas as dores continuaram e cada vez mais fortes, segundo os familiares.

No dia 19, Maria Elizabeth foi levada pela terceira vez até a UPA, agora pela neta. Ela reclamava de muitas dores no estômago, nas costas e nas pernas e apresentava vômito. Mais uma vez, a idosa recebeu medicação para controlar a suposta cólica renal. Segundo a neta, a idosa passou por exame de sangue e os atendentes teriam dito que estava “tudo normal”.

Na noite de 22 para 23 de abril, Maria Elizabeth voltou a passar mal e começou a vomitar sangue por todos os cantos do quarto. Ela foi levada pelo filho e pela neta a um hospital particular. Após duas paradas cardiorrespiratórias, a idosa foi internada na UTI.

Segundo a ocorrência policial, o médico que atendeu a moradora no hospital particular relatou que ela estava com dengue hemorrágica. O tratamento para controlar a cólica renal teria agravado o quadro da paciente. Maria Elizabeth foi transferida para o Hospital da Vida, onde morreu em decorrência da doença.

De acordo com o filho dela, o boletim de ocorrência foi registrado apenas agora porque a família estava esperando ter acesso aos prontuários de atendimento na UPA. Através da assessoria de comunicação, a prefeitura informou que o prefeito Alan Guedes (PP) mandou instaurar procedimento para investigar o caso.

Fonte: CGNews/ML

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