
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu nesta quarta-feira (4) com o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), com o ex-governador Reinaldo Azambuja e com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto e afirmou que a unidade “está mantida”, reforçando a aliança entre o grupo. O encontro aconteceu em Brasília.
Recentemente, uma carta divulgada pela ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, supostamente escrita à mão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, poderia causar reviravolta nas candidaturas ao Senado do PL em MS, ao afirmar que o candidato dele ao Senado seria o deputado Marcos Pollon.
A publicação ocorreu após o vazamento de anotações de Flávio Bolsonaro indicando Capitão Contar e Reinaldo Azambuja como os escolhidos para disputar o cargo de senador pelo Partido Liberal no Estado.
Na reunião de hoje, Flávio Bolsonaro reafirmou que a aliança é com Azambuja e Riedel. Pollon não participou do encontro.
“Grande honra estar aqui com esse quadro dentro do PL tão qualificado, presidente Valdemar, governador Riedel, Reinaldo Azambuja, Rogério Marinho, eu estou muito feliz nesse momento porque a cada dia que passa a gente vai conversando sobre a nossa estratégia nacional e tenho certeza que no Mato Grosso do Sul essa unidade aqui está mantida, eu confio muito nos quatro, no governador que faz um trabalho excepcional no Mato Grosso do Sul, no Azambuja que é um craque que está aqui para reforçar o nosso time, o presidente do partido”, disse.
“Eu quero falar a todos vocês, estamos muito confiantes que Mato Grosso do Sul vai ser um estado que vai nos ajudar muito na reconstrução, na retomada do nosso Brasil, com um time unido, pronto para o combate. A gente não vai titubar, vamos estar aqui juntos, unidos, porque Mato Grosso do Sul não tem espaço para a esquerda”, concluiu Bolsonaro.
O ex-governador Reinaldo Azambuja já havia dito ao Correio do Estado que, mesmo com a carta do ex-presidente apontando Pollon como seu pré-candidato, os nomes dos dois candidatos a senadores serão definidos na convenção de julho.
Azambuja argumentou que os escolhidos serão aqueles com mais viabilidade política para ganhar a eleição.
“Ter o apoio do presidente Bolsonaro é muito bom, mas precisa ter resultado, ter votos e, portanto, só em julho sairá a definição dos candidatos do PL ao Senado Federal no Estado”, avisou, lembrando que os nomes de Pollon e da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, continuam no páreo, assim como os dele e do ex-deputado estadual Capitão Contar.
Carta
A carta atribuída a Bolsonaro foi divulgada pela ex-primeira-dama no dia 28 de fevereiro, nas redes sociais.
“A pedido dele, faço esta postagem sobre os últimos acontecimentos. Sempre tive um carinho e respeito muito especiais pela família do meu amigo Marcos Pollon. Sua esposa, Nay, @naiane_bittencourt24 é uma mulher cristã, íntegra e dedicada, que esteve ao meu lado na construção do PL Mulher, um trabalho sério e muito bem organizado. Sou grata por conhecer essa família de perto e testemunhar seus valores. O Deputado Marcos Pollon é o nosso candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul”, disse a ex-primeira-dama na publicação.
Movimentação
No final de janeiro, o Correio do Estado já havia noticiado a movimentação dos grupos de extrema direita de Mato Grosso do Sul, indicando a tendência do “voto casado” na eleição para o Senado. Nesse cenário, a aposta seria nos candidatos Capitão Contar (PL) e Marcos Pollon (PL), classificados como dois “puros-sangue” dessa ala considerada mais radical, mas que tem demonstrado bom desempenho nas duas últimas eleições gerais, em 2018 e 2022.
A articulação entre Pollon e Contar estaria sendo feita via Brasília e até fora do País, e passa por políticos influentes no campo da extrema-direita, como o deputado federal do Novo pelo Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem, e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está há quase um ano nos Estados Unidos.
O Correio do Estado apurou que a possibilidade já foi tratada entre os dois possíveis candidatos ao Senado e também com outros dois caciques da extrema-direita.
Pollon teria sido orientado por Eduardo Bolsonaro – seu padrinho político – a apostar na candidatura ao Senado e deixar de lado uma possível disputa ao governo. O deputado federal, de fato, tem feito menos movimentos nessa possível pré-candidatura pelo Novo, partido que pretende se filiar em março, deixando espaço aberto para outros nomes que devem se juntar ao grupo, como o deputado estadual João Henrique Catan, que, assim como Pollon, tem encontrado portas fechadas no PL e deve mudar de legenda, e o empresário Jaime Valler.
Já Capitão Contar é pré-candidato ao Senado pelo PL em MS, assim como o ex-governador do Estado Reinaldo Azambuja, que no ano passado assumiu o comando regional da sigla.
Tanto Contar quanto Azambuja têm a “bênção” do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para disputar o Senado pelo partido.
Correio do Estado









