
A variação é devida às condições climáticas do país. (Foto: Divulgação/ Ceasa MS)
A Ceasa (Centrais de Abastecimento) de Mato Grosso do Sul divulgou nesta segunda-feira (10) as variações de preço no setor hortifrúti do período de 4 a 9 de maio. A variação é resultado do impacto das mudanças climáticas nas lavouras.
Entre os produtos que mais registraram altas estão o pepino, berinjela, cenoura, pimentão verde e tomate saladete. O pepino comum teve uma elevação de 22,25%, passando de R$70,00 para R$ 90,00 a caixa com 23 kg.
A alta do produto está relacionada às chuvas excessivas no Espírito Santo, que comprometeram as lavouras. A berinjela teve um aumento de 14,24%, passando de R$ 60,00 para R$ 70,00 a caixa de 13 kg, causado pela redução de oferta em Mato Grosso do Sul.
A cenoura registrou alta de 7,14%, passando de R$ 130,00 para R$ 140,00 a caixa de 20 kg. Outro produto que registrou alta foi o pimentão verde, que subiu 9,16%, passando de R$ 100,00 para R$ 110,00 a caixa de 13 kg. Em relação ao tomate saladete, o aumento foi de 6,67%, passando de R$ 140,00 para R$ 150,00 a caixa de 20 kg.
Principais quedas nos preços
Com favorecimento do clima firme na região do Cinturão Verde Paulista, a alface-crespa apresentou queda de 12,61%, passando de R$ 45,00 para R$ 40,00 a caixa de 7 kg. As chuvas no Espírito Santo melhoraram as condições para a produção de chuchu, que recuou 10%, passando de R$ 55,00 para R$ 50,00 a caixa de 18/20 kg.
A manga Palmer registrou queda de 7,11%, passando de R$ 75,00 para R$ 70,00. O valor está associado à dificuldade de comercialização devido a problemas de qualidade, especialmente à ocorrência de uma doença fúngica, chamada de antracnose.
A melancia teve redução de 4,55%, passando de R$ 2,30 para R$ 2,20 o quilo. Mesmo com oferta restrita, a demanda diminuiu devido às temperaturas mais amenas nos principais centros consumidores. A expectativa é de novas quedas, caso o frio continue reduzindo o consumo.
A tangerina Ponkan apresentou queda de 9,09%, passando de R$ 60,00 para R$ 55,00 a caixa de 18/20 kg. O recuo está ligado ao avanço da safra e ao aumento da oferta no mercado nacional, principalmente em São Paulo, principal polo produtor.
De acordo com a Ceasa, o mercado hortifrúti segue sendo impactado por fatores sazonais e climáticos, com produtos sensíveis às chuvas registrando altas devido à redução de oferta, enquanto itens em fase de safra ou com maior disponibilidade apresentaram queda nos preços.