Com greve no Porto de Santos, caminhoneiros de MS não descartam paralisação

Midiamax/AB

Sindicato de MS ainda não se pronunciou – imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução)

Caminhoneiros iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira (13) no Porto de Santos, em São Paulo, para pressionar pela votação da Medida Provisória 1.343/2026, conhecida como MP do Frete, no Senado Federal. Em Mato Grosso do Sul, a categoria aguarda a evolução do movimento nacional e ainda não há greve deflagrada.

A expectativa é de pressionar para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, coloque em pauta a MP do Frete, apresentada pelo presidente Lula (PT) e aprovada pela Câmara dos Deputados. A proposta impõe penalidades às empresas que descumprirem o pagamento do piso mínimo do frete.

Assim, o presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, conhecido como Chorão, publicou vídeo orientando que caminhoneiros não saiam para viajar a partir de meia-noite desta segunda (13). Se a votação não ocorrer até esta quinta-feira (16), a MP será arquivada.

Em Mato Grosso do Sul, caminhoneiros ouvidos pela reportagem do Midiamax afirmam que a operação viária segue normal no Estado. “O MS é o último a se mexer. No Porto de Santos, começou ontem; não vai receber carga. Agora, se Mato Grosso parar, para tudo, não tem o que fazer”, explica um trabalhador.

Ou seja, se a paralisação já iniciada se estender para o estado vizinho, Mato Grosso, os caminhoneiros sul-mato-grossenses e de outras regiões do Brasil podem ficar sem meio de escoar as cargas. Dessa forma, seria difícil evitar uma greve nacional, conforme afirmam representantes da categoria ao Jornal Midiamax.

Greve na quinta-feira?

Na última quinta-feira (9), Osny Belinati, presidente do Sindicam-MS (Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Mato Grosso do Sul), afirmou ao Jornal Midiamax que pretende aderir ao movimento de greve geral caso a MP do Frete não seja pautada até quinta-feira (16) e o texto perca a validade.

“Se caducar, vai caducar o transporte brasileiro e aí vai continuar a mesma bagunça que está hoje. Cada um paga o que quer e tudo recai em cima do caminhoneiro, do autônomo, do micro. Se tiver que aderir [à greve], nós vamos aderir”, disse Belinati, em entrevista na semana passada.

Os presidentes do Sindicam-MS e do Sindicargas-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas de Mato Grosso do Sul) não responderam às tentativas de contato da reportagem nesta segunda-feira (13).

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