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Com 1.653 acidentes em rodovias federais, MS tem índice de mortes acima da média nacional

Por Redação

Em 11 de fevereiro de 2026

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Acidente com vítimas mortas na BR-267, no sul do Estado. (Foto: Leitor Midiamax)

O estado de Mato Grosso do Sul registrou 1.653 acidentes em rodovias federais ao longo de 2025, segundo o Guia CNT de Segurança nas Rodovias 2026, que reúne dados da Polícia Rodoviária Federal e da Pesquisa CNT de Rodovias. Nesse período, os acidentes deixaram 150 pessoas mortas e 1.755 feridas, entre leves e graves.

Na prática, isso significa que MS teve 9 mortes a cada 100 acidentes, um índice maior que a média nacional, que ficou em 8 mortes a cada 100 acidentes. Ou seja, mesmo com menos acidentes em números absolutos, o Estado apresenta uma proporção de fatalidades mais alta.

A rodovia federal mais perigosa do Estado foi a BR-163. Ela concentrou 47 das 150 mortes registradas em Mato Grosso do Sul, o que representa 31,3% de todos os óbitos, além de 780 acidentes, quase metade de todas as ocorrências do Estado (47,2%). Trechos dessa estrada entre os quilômetros 480 e 500, na região sul do Estado, estão entre os que mais registraram acidentes e mortes.

O tipo de acidente mais comum em MS foi a colisão, responsável por 1.353 ocorrências, o equivalente a 51,3% do total. Essas colisões também concentraram 72,4% das mortes no Estado. Em seguida aparecem as saídas de pista, com 644 acidentes e 32 mortes.

Quando se analisam as causas, a CNT aponta que a ausência de reação do condutor, ou seja, quando o motorista não freia ou não desvia a tempo, foi o principal fator, com 428 acidentes e 26 mortes em MS. Já transitar na contramão, muitas vezes durante ultrapassagens perigosas, é uma das causas mais letais.

Estradas em melhores condições

Apesar desses números, o levantamento mostra que as estradas de Mato Grosso do Sul estão em condição melhor que a média do Brasil. No Estado, 41,7% da extensão das rodovias têm algum tipo de problema. No Brasil, esse índice sobe para 62,1%. Em MS, 42,3% do pavimento, 12,2% da sinalização e 43,4% da geometria da via apresentam falhas. No país como um todo, os problemas são bem mais amplos, com 56,5% no pavimento, 49,6% na sinalização e 62,2% na geometria.

Outro dado que reforça essa diferença é o número de pontos críticos, locais onde os acidentes se repetem. Mato Grosso do Sul tem apenas 4 desses identificados, enquanto o Brasil soma 2.146.

No cenário nacional, foram registrados 72.476 acidentes em rodovias federais em 2025, com 6.040 mortes e 83.490 feridos. A rodovia mais perigosa do país foi a BR-101, que sozinha concentrou 760 mortes e 13.006 acidentes.

Três mortes na última sexta-feira

A última sexta-feira (6) é um exemplo da letalidade dos acidentes nas rodovias. Gabriel Henrique Melo França e Gustavo Recco Modesto do Espírito Santo, ambos de 18 anos, morreram na BR-163, em Campo Grande, quando, em uma motocicleta, colidiram com a traseira de uma carreta.

No mesmo dia, um pedestre, de aproximadamente 28 anos, morreu após ser atropelado por um carro de passeio, na BR-163, também em Campo Grande. De acordo com as informações, ele foi atingido enquanto atravessava a pista no sentido do perímetro urbano da Capital.

MMN/AB

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