Irã: Guerra bloqueia acesso dos iranianos a alimentos e medicamentos

NM/AB

Foto: Lusa

“Se são humanos, por que privam a população de acesso à água, aos alimentos e aos medicamentos?”, questionou Masud Pezeshkian em uma publicação em sua conta no X.

O presidente acusou os EUA de promoverem “uma guerra contra as infraestruturas civis, os recursos alimentares e os meios de subsistência da população”.

“Se os americanos são guerreiros, que enfrentem nossas corajosas forças militares”, acrescentou Pezeshkian, que reiterou que o povo iraniano “não pode ser intimidado” e que o país persa “não se renderá” a tais pressões.

O presidente iraniano reconheceu recentemente, em um discurso no Fórum Econômico dos BRICS, em Nova Délhi, que seu país tem enfrentado sanções generalizadas nos últimos anos, mas que “nos últimos meses essas pressões entraram em uma fase muito mais difícil e perigosa com a agressão militar dos Estados Unidos e do regime israelense contra a República Islâmica do Irã”.

A inflação anualizada no Irã em agosto foi de 89%, enquanto a dos alimentos e bebidas chegou a 127,5%.

No sábado, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que as Forças Armadas de seu país impediram a passagem de 100 embarcações comerciais de e para portos iranianos nos últimos 60 dias, desde que Washington retomou “o bloqueio, como um muro de aço, contra o Irã”.

A atual fase do bloqueio ao Irã começou em 14 de julho, por ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No final de agosto, Washington lançou a operação “Pária Econômico” “para cortar todas as opções econômicas de Teerã”.

Além disso, desde o início de setembro, tem ocorrido uma importante troca de ataques contra petroleiros entre o Irã e os Estados Unidos, devido à disputa pelo controle do estreito de Ormuz, uma passagem fundamental para o comércio mundial de petróleo, gás e outras matérias-primas.

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