China diz que “acolhe com satisfação” visita de Trump que começa hoje (13)

CNN

O presidente dos EUA, Donald Trump, se encontra com o presidente da China, Xi Jinping, no início de sua reunião bilateral na cúpula de líderes do G20 em Osaka, Japão, em 29 de junho de 2019. • REUTERS/Kevin Lamarque

A China afirmou nesta quarta-feira (13) que acolhe com satisfação a visita de Estado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acrescentando que está disposta a “expandir a cooperação” e “administrar as diferenças”.

“Os dois chefes de Estado trocarão opiniões aprofundadas sobre questões importantes relativas às relações China-EUA, bem como sobre a paz e o desenvolvimento mundial”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em uma coletiva de imprensa diária nesta quarta-feira.

Trump chegará à capital, Pequim, no final desta quarta-feira para dois dias de reuniões com o presidente chinês Xi Jinping, que incluirão uma grande recepção no Grande Salão do Povo.

Além do comércio, as conversas abordarão uma série de assuntos sensíveis, desde a guerra com o Irã até a venda de armas dos EUA para Taiwan, a ilha governada democraticamente e reivindicada pela China.

Trump viajou afirmando que espera não precisar da ajuda de Pequim para encerrar a guerra com o Irã e aliviar o controle de Teerã sobre o Estreito de Ormuz.

Antes de partir de Washington, o presidente americano minimizou o papel que a China poderia desempenhar na resolução do conflito, que continua bloqueando o tráfego marítimo em uma hidrovia que normalmente transporta um quinto do suprimento mundial de petróleo.

“Não acho que precisamos de ajuda com o Irã. Vamos resolver isso de um jeito ou de outro, pacificamente ou não”, disse ele a jornalistas.

O governo Trump afirmou na terça-feira (12) que altos funcionários americanos e chineses concordaram no mês passado que nenhum país deveria poder cobrar pedágio pelo tráfego na região, em um esforço para demonstrar consenso sobre o assunto antes da cúpula.

A China, uma das principais compradoras de petróleo iraniano e que mantém laços estreitos com Teerã, não contestou essa versão.

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