Ataque terrestre contra o Irã seria perigoso e difícil; entenda

CNN

Soldados dos EUA patrulham ruas • Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciou sobre a possibilidade de uma operação terrestre à medida que a tensão com o Irã aumenta.

“Não quero fazer isso”, disse ele sobre uma guerra terrestre, em entrevista à Fox News.

“Às vezes é necessária uma campanha terrestre, mas temos outras pessoas que farão a campanha terrestre por nós”, afirmou Trump, sem dar indícios de quem seriam essas pessoas.

Analistas apontam que possíveis locais para uma campanha terrestre incluem a Ilha de Kharg, o principal terminal de exportação de petróleo do Irã, ou a costa sul do país, ao longo do Golfo Pérsico.

No entanto, seja com tropas dos EUA ou forças de outro país, realizar o desembarque na costa iraniana, e em número suficiente para sustentar a operação, seria uma ação complexa e perigosa.

Como os ataques anfíbios exigem condições específicas de terra e mar para desembarques bem-sucedidos, os defensores podem concentrar suas defesas nos locais mais prováveis.

As rotas de aproximação para embarcações de desembarque podem ser minadas ou bloqueadas com obstáculos.

Armamentos modernos, como drones e munições loitering (drones suicidas), bem como artilharia convencional, morteiros e armamento de infantaria leve, podem então ser empregados contra as tropas que conseguirem chegar à terra firme.

Além disso, analistas observam que a logística para manter as tropas desembarcadas abastecidas com munição, assistência médica, alimentos e água deixa as embarcações de suprimento vulneráveis ​​às mesmas armas enfrentadas pela força de invasão.

“O equilíbrio na guerra litorânea mudou fortemente a favor do defensor”, escreveu o capitão do Exército dos EUA Daniel S. Hogestyn na edição de maio-junho da Military Review, publicação oficial da força.

Tropas dos EUA próximas ao Irã

Informações do Departamento de Defesa dos Estados Unidos indicam que a 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, que normalmente conta com mais de 2.000 militares, está na região, embarcada em navios do Grupo de Prontidão Anfíbia do USS Boxer.

Essas unidades expedicionárias são empregadas geralmente em missões como retiradas e operações anfíbias que exigem deslocamento do navio para a costa, a exemplo de incursões e ataques.

Elas também possuem componentes de combate terrestre e aéreo, e algumas unidades são treinadas para operações especiais.

Adicionalmente, a Força de Resposta Imediata da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA pode ser mobilizada em questão de horas para missões como a tomada de portos ou aeródromos.

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