IBGE: serviço público tem a melhor média salarial do MS; serviço doméstico a pior

Parque dos Poderes, local onde há grande concentração de servidores públicos, e de alta renda – Divulgação

A administração pública é o setor com a melhor média de renda salarial de Mato Grosso do Sul, indica a  indica a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) contínua, divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o levantamento do IBGE, o salário médio dos empregaos da administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, foi de R$ 4.636,00 no trimestre.

A pior renda média mensal, inferior até mesmo que o salário mínimo (que é de R$ 1,34 mil) é dos trabalhadores no serviço doméstico: R$ 1.205,00 conforme a PNAD contínua.

A segunda maior faixa de renda entre os setores em Mato Grosso do Sul é do setor de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas. Neste setor a renda média mensal foi de R$ 3.659,00.

O comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas é o setor que têm a terceira melhor renda: R$ 3.052,00, seguido de transporte, armazenagem e correio (R$ 2.910,00) e da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (R$ 2.880,00).

Na sequência aparecem indústria geral (R$ 2.739,00), construção (R$ 2.729,00), alojamento e alimentação (R$ 2.096,00) e outros serviços (R$ 1.979,00).

Sexta maior renda média do País

O rendimento habitual de todos os trabalhos em Mato Grosso do Sul atingiu o sexto maior rendimento médio do Brasil, indica a PNAD contínua.

A renda média do trabalhador sul-mato-grossense chegou a R$ 3.184,00, número que é considerável estável em relação ao trimestre anterior, que foi um pouco maior: R$ 3.215,00.

Para se chegar a esta média, porém, ainda há muito desequilíbrio entre a origem dos rendimentos por setores.

O setor com maior rendimento em Mato Grosso do Sul entre a população ocupada é o dos empregadores, cuja renda média mensal é de R$ 7.169,00, enquanto o segmento dos trabalhadores domésticos, com um rendimento médio de R$ 1.216,00, quantia menor do que o salário mínimo, que é de R$ 1.320,00.

O segundo setor da cadeia de trabalho com maior rendimento é o dos empregados no setor público, que conta com militares e servidores públicos estatutários, cuja renda foi de R$ 5.265,00.

Empregados no setor privado (exceto trabalhadores domésticos), com carteira de trabalho assinada, têm renda média de R$ 2.768,00; e empregados no setor privado na mesma situação, mas sem carteira de trabalho assinada, têm renda média de R$ 2.181,00. Entre eles temos os trabalhadores formais por conta própria, categoria que engloba o crescente número de microempreendedores individuais, os MEIs. Nesta categoria a renda média é de R$ 2.545,00.

População ocupada

Mato Grosso do Sul, no 2º trimestre de 2023, tinha 2,24 milhões de pessoas em idade de trabalhar, ou seja, 66 mil pessoas, volume 3% maior que no mesmo  trimestre do ano anterior. Destas, 1,5 milhão estavam na força de trabalho, sendo que 1,4 milhão estavam ocupadas e 62 mil desocupadas. O nível da ocupação foi estimado em 64,9%, representando um aumento de 1,9 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mesmo período do ano passado.

Entretanto, em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve estabilidade de 0,4 p.p..

A taxa de desocupação em MS no 2º trimestre de 2023 foi estimada em 4,1%. Esse valor representa uma variação de -1,0 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado. Com este resultado, Mato Grosso do Sul continua a ter a 4ª menor taxa de desocupação do país, atrás somente de Rondônia (2,4%), Mato Grosso (3%) e Santa Catarina (3,5%).

O maior valor foi verificado em Pernambuco (14,2%). No Brasil, a taxa de desocupação no segundo trimestre de 2023 foi de 8,0%, caindo 0,8 ponto percentual (p.p.) ante o primeiro trimestre deste ano (8,8%) e 1,3 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2022 (9,3%).

Fonte: Correio do Estado

Todos os direitos reservados ® 2009 - 2026