
Foto: Arquivo / Coxim Agora
Os atiradores responsáveis pela execução do agiota Ademir José de Almeida, de 31 anos, em Coxim, tiveram seus pedidos de liberdade negados e aguardam a decisão judicial sobre o julgamento. O homicídio, que ocorreu há um ano, no dia 1º de junho de 2023, aconteceu na manhã de uma quinta-feira, na Rua dos Gerânios, no bairro Vila Bela.
Os acusados, Gilmar da Silva Oliveira, conhecido como ‘Gil’, Pedro Henrique Lourenço, apelidado de ‘Paraná’, e Josimar Silva de Oliveira, o ‘Jô’, foram presos poucos dias após o crime e denunciados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) em agosto de 2023.
Segundo informações do jornal Mídia Max News, ao longo dos 12 meses de investigação, os advogados de defesa solicitaram a revogação da prisão preventiva em favor de uma medida mais branda, como a liberdade provisória com monitoramento eletrônico. No entanto, o pedido foi negado pela Justiça. “Observo que não há nos autos elementos de prova ou fundamento jurídico capaz de alterar a convicção firmada na decisão que decretou as prisões preventivas”, declarou o Poder Judiciário.
As defesas de Josimar e Gilmar também solicitaram a transferência dos acusados, que estão atualmente no presídio de Dois Irmãos do Buriti. Josimar teve seu pedido de transferência para a capital aceito, enquanto o pedido de Gilmar para ser transferido para o Presídio Masculino de Coxim foi indeferido devido à superlotação da unidade e à liderança negativa que ele exerce no presídio atual.
Em maio deste ano, a defesa dos réus argumentou que não era possível preparar suas manifestações finais devido a uma diligência pendente solicitada pelo MPMS. A diligência, determinada judicialmente em 5 de outubro de 2023, exigia o histórico de chamadas originadas e recebidas por um celular específico. O relatório com o histórico de chamadas foi anexado ao processo no dia 27 de maio. Nesta segunda-feira (10), o Poder Judiciário de Coxim intimou a defesa para a apresentação das alegações finais.
No dia do crime, Gilmar e Pedro Henrique estavam em uma motocicleta, com Pedro na garupa. Eles interceptaram Ademir quando ele chegava em casa, também de moto, na Rua dos Gerânios. Pedro então efetuou diversos disparos contra Ademir em via pública. Após o crime, a dupla fugiu e escondeu a moto e a arma usada às margens do Córrego da Onça.
A denúncia aponta que Josimar foi o mandante do assassinato. Ademir havia contratado Josimar para cobrar dívidas de terceiros, mas os dois se desentenderam por questões envolvendo a posse de um barco e a participação de Josimar em outro negócio. Ademir retirou o barco da posse de Josimar, que passou a ameaçá-lo de morte em retaliação.
Após diligências, a polícia localizou o trio na Chácara Jatobá, na zona rural de Coxim, onde eles discutiam como foram descobertos pelos policiais. Os três foram abordados e detidos. Eles foram denunciados por homicídio qualificado, caracterizado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.