
Marcelo Miranda morreu na manhã desta terça-feira, ao fundo escola estadual Padre Nunes, “o Marcelão” (Fotos: Arquivo).
Morreu no fim da manhã desta terça-feira (23), aos 87 anos, o ex-governador de Mato Grosso do Sul e ex-prefeito de Campo Grande, Marcelo Miranda. Ele estava internado havia cerca de 20 dias no Hospital Unimed, na Capital, em tratamento contra uma pneumonia. Segundo o filho, Paulo Cançado, o ex-governador também enfrentava problemas cardíacos e renais.
Até o momento, a família não divulgou informações sobre o velório e o sepultamento.
Em Coxim, Marcelo Miranda deixa um legado que permanece vivo na memória da população. Durante seu mandato como governador, foi construída a Escola Estadual Padre Nunes, uma das maiores unidades de ensino do município. A obra ficou tão associada à sua gestão que a escola passou a ser conhecida popularmente como “Marcelão”, apelido utilizado até hoje por estudantes, professores e moradores da cidade.
Natural de Uberaba (MG) e formado em Engenharia, Marcelo Miranda iniciou sua trajetória profissional na construção da Usina Hidrelétrica de Jupiá, entre Três Lagoas (MS) e Castilho (SP). Posteriormente, atuou no Departamento de Estradas de Rodagem (DER), onde participou da implantação de aproximadamente 4,5 mil quilômetros de estradas vicinais.
Sua entrada na política ocorreu na década de 1970, após convite de Pedro Pedrossian e Levy Dias para disputar a Prefeitura de Campo Grande. Como prefeito, implantou o Projeto Cura, programa voltado para obras de infraestrutura urbana, incluindo abastecimento de água, pavimentação e construção de escolas.
Em 1987, foi eleito governador de Mato Grosso do Sul, período em que realizou investimentos em diversas áreas, embora também tenha enfrentado um cenário político marcado por forte oposição.
O último cargo público exercido por Marcelo Miranda foi o de superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Mato Grosso do Sul, função que ocupou entre 2003 e 2012.
Com sua morte, Mato Grosso do Sul perde um dos personagens mais importantes de sua história política. Em Coxim, sua lembrança permanece materializada na Escola Estadual Padre Nunes, o tradicional “Marcelão”, nome que se tornou parte da identidade da comunidade escolar e da cidade.