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Moraes proíbe manifestações e acampamentos em frente à Papudinha

Por Redação

Em 24 de janeiro de 2026

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Brazilian Supreme Court Justice Alexandre de Moraes is authorizing the Federal Police to carry out search and seizure warrants against individuals linked to former president Jair Bolsonaro. (Photo by Ton Molina/NurPhoto via Getty Images) • STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu nesta sexta-feira (23) a realização de manifestações no entorno do Complexo da Papuda, incluindo o núcleo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso, conhecido como Papudinha.

De acordo com a decisão, manifestantes que já estão no local devem ser removidos imediatamente. Moraes também autorizou prisão em flagrante a quem resistir a deixar o espaço.

A medida foi tomada após um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). Segundo a procuradoria, um grupo de apoiadores de Bolsonaro montou acampamento em frente ao complexo prisional e instalou barracas e faixas pedindo anistia e liberdade para o ex-presidente.

A PGR também citou a convocação da “Caminhada da Paz”, organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O ato é um protesto contra a atuação do STF e deve chegar a Brasília no final de semana.

Ao analisar o pedido, Moraes afirmou que o direito de reunião e a liberdade de expressão não são absolutos e não podem amparar práticas abusivas ou que coloquem em risco a ordem pública, a segurança nacional e o funcionamento das instituições democráticas.

O ministro ressaltou que manifestações não podem se confundir com acampamentos ilegais de caráter golpista, como os que antecederam os ataques de 8 de janeiro.

Na decisão, Moraes destacou ainda que a área ocupada é considerada de segurança máxima, localizada nas proximidades de uma penitenciária federal, por onde circulam escoltas de presos e autoridades, o que exige atuação preventiva do Estado.

“O exercício dos direitos de reunião e manifestação não pode ser confundido com o propósito de repetir os ilegais e golpistas acampamentos realizados na frente dos quartéis do Exército, para subverter a ordem democrática e inviabilizar o funcionamento das instituições republicanas, em especial o STF, que culminaram na tentativa de Golpe de Estado, em 8/01/2023”, afirma Moraes na decisão.

“O Estado Democrático de Direito é inegociável”, escreveu o ministro, ao afirmar que não se pode repetir a omissão de autoridades que permitiram acampamentos ilegais em frente a quartéis do Exército antes da tentativa de golpe.

CNN

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