
Navio dragador Rotterdam, enquanto o Irã promete fechar o Estreito de Hormuz, em Mascate, Omã09/03/2026REUTERS/Benoit Tessier • REUTERS
Mais navios voltaram a passar pelo Estreito de Ormuz, segundo dados do serviço de rastreamento marítimo Marine Traffic, mas o volume ainda era bem menor do que antes do início do conflito no Oriente Médio.
No fim de semana passado, o Paquistão anunciou que o Irã permitiria a passagem de 20 embarcações com bandeira paquistanesa por essa rota estratégica.
O ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, afirmou na rede X que dois navios atravessariam por dia e acrescentou: “É um gesto positivo e construtivo do Irã, que merece reconhecimento”.
O Paquistão tem tentado atuar como mediador entre os Estados Unidos e o Irã para ajudar a encerrar o conflito. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao Financial Times que o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, “autorizou a passagem dos navios (paquistaneses) para mim”.
O Irã não comentou especificamente essa declaração.
Em paralelo, dois grandes navios porta-contêineres chineses conseguiram cruzar o Estreito na segunda-feira (30), de acordo com o Marine Traffic, e agora seguem em direção ao Porto Klang, na Malásia.
Na semana passada, o serviço informou que várias embarcações conseguiram acessar o Oceano Índico navegando próximas à costa iraniana.

“Aparentemente, o Irã está adotando uma estratégia calibrada no Estreito de Ormuz, permitindo a passagem seletiva de navios como forma de sinalização estratégica, em vez de interromper totalmente o tráfego”, avaliou o Marine Traffic.
Entre os navios que cruzaram o Estreito no fim de semana, segundo o Marine Traffic, estavam dois grandes cargueiros indianos transportando gás liquefeito de petróleo (GLP), produto que tem enfrentado escassez na Índia.
A passagem ocorreu após um acordo firmado entre Irã e Índia, duas semanas atrás, que permitiu a travessia de dois petroleiros indianos pela região. O Irã segue afirmando que o Estreito continua aberto para embarcações que não estejam ligadas a países alinhados aos Estados Unidos ou a Israel.