
Foto: Arquivo, Midiamax
Nesta quinta-feira (9) completam dois anos das mortes dos policiais civis Antônio Marcos Roque da Silva, de 39 anos, e Jorge Silva dos Santos, de 50 anos, agentes então lotados na Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos). Ozéias Silveira de Morais, de 45 anos, era levado para a delegacia quando atirou nos investigadores.
Na tarde daquele dia 9 de junho, os investigadores levavam Ozéias e Willian Comerlato para a Derf em uma viatura descaracterizada, para prestarem esclarecimentos sobre furto de joias em um bairro nobre de Campo Grande. A suspeita era de que Ozéias teria furtado os objetos da casa dos antigos patrões.
A viatura seguia pela Rua Joaquim Murtinho, já quase na esquina com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, quando Ozéias atirou contra os policiais. Ele não estava algemado, já que era levado como testemunha e a princípio não teria oferecido risco aos policiais, e portava uma arma de fogo.
Ele fez disparos contra os agentes, que foram atingidos na nuca e morreram antes mesmo de serem socorridos. Várias equipes de Corpo de Bombeiros, Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Polícia Militar e Polícia Civil estiveram no local. Ozéias e Willian ainda conseguiram fugir.
Câmeras de segurança chegaram a flagrar Willian fugindo algemado pelas ruas do Centro de Campo Grande. Ele acabou preso momentos depois, mas Ozéias fez motorista de um HRV refém e fugiu no carro, ameaçando a vítima com a arma de fogo. Ele seguiu até a Nhanhá, onde pegou um táxi.
Na madrugada do dia 10 de junho, equipes policiais conseguiram localizar Ozéias em uma residência no Jardim Santa Emília, onde ele estaria se escondendo. A informação é de que houve confronto, após ele tentar atirar contra os agentes. No entanto, foi atingido por disparos e acabou morrendo no hospital.
Ozéias era filho de um policial militar da reserva e trabalhava como vigilante. Antes de ser apontado como autor do furto, ele chegou a ser.