
O Governo de Mato Grosso do Sul já iniciou as ações de preparação para a temporada de incêndios florestais de 2026. A atuação é coordenada pelo CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul), dentro da Operação Pantanal 2026, com foco na prevenção e no combate ao fogo no Pantanal e nos demais biomas do Estado, como Cerrado e Mata Atlântica.
Entre as medidas adotadas estão a vistoria e manutenção de equipamentos, testes operacionais de novos materiais, incluindo drones com sensor de calor, e treinamento das equipes.
Segundo o subdiretor da DPA (Diretoria de Proteção Ambiental), major Eduardo Teixeira, o período de pré-temporada é essencial para garantir resposta rápida nos momentos mais críticos. “Fazemos a preparação com foco em treinamento, capacitação dos militares e readequação dos materiais, visando sempre estar prontos quando for necessário”, afirmou.
Uma das principais estratégias é a reativação das bases avançadas em diferentes regiões do Pantanal, permitindo resposta mais ágil aos focos de incêndio e reduzindo a área atingida pelo fogo.
Além disso, o CBMMS realiza a instalação e o treinamento de brigadas de incêndio em propriedades rurais. A iniciativa busca fortalecer a atuação das comunidades locais, aumentando a resiliência das áreas e diminuindo possíveis danos em caso de incêndio.
Também estão previstas queimas prescritas no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e no Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari. A técnica é utilizada como forma de manejo controlado do material combustível, reduzindo o risco de grandes incêndios durante o período mais seco.
“O uso da queima prescrita permite um manejo com menos impacto à flora e fauna, contribuindo para a preservação ambiental”, explicou o major.
A previsão de intensificação dos incêndios está associada à influência do fenômeno climático El Niño, que altera o regime de chuvas e eleva as temperaturas. Em Mato Grosso do Sul, o fenômeno pode provocar inverno mais quente e irregularidade nas chuvas, aumentando o risco de fogo.
Em janeiro deste ano, já foram registradas ocorrências após período de estiagem, atingindo áreas próximas ao Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, Serra de Bodoquena, Nabileque e região norte de Corumbá.
TMN/AB









