
O deputado estadual Júnior Mochi (MDB) defendeu, nesta segunda-feira (3), uma mobilização conjunta entre os poderes constituídos para buscar uma solução definitiva para a crise financeira e operacional da Santa Casa de Campo Grande.
Durante o pronunciamento na sessão de abertura do ano legislativo de 2026, o parlamentar ressaltou que a unidade de saúde permanece como o principal pilar do atendimento de alta complexidade em Mato Grosso do Sul. Mochi destacou que a eficiência da saúde pública estadual depende diretamente da estabilidade do hospital, que recebe pacientes de todos os municípios do estado.
“Nós precisamos todos nos unirmos para encontrar uma saída para a questão da Santa Casa. Ainda o Estado de Mato Grosso do Sul não vive sem uma Santa Casa funcionando bem”, afirmou o deputado, sugerindo uma mesa de diálogo que envolva os poderes Executivo (estadual e municipal), Legislativo e Judiciário.
A Santa Casa de Campo Grande, maior unidade de urgência e emergência de MS, segue em colapso financeiro com interrupção de serviços, cujo reflexo se mostra no atraso de cirurgias e no agravamento de casos dentro da unidade. O rombo financeiro resultou em greve de servidores no ano passado.
Fiscalização de rodovias e concessões
Além da saúde, o parlamentar anunciou que apresentará um projeto para ampliar o escopo da comissão provisória da Assembleia Legislativa que acompanha a concessão da BR-163. A proposta é estender a fiscalização para a Rota da Celulose, projeto que envolve as rodovias BR-262, BR-267 e MS-040, além da BR-158.
O objetivo, segundo Mochi, é evitar que novos contratos repitam equívocos de concessões passadas.
“Para nós não cometermos os erros do passado, onde não houve o acompanhamento e nós fomos surpreendidos, quase dez anos após, com uma repactuação que não vai fazer a duplicação conforme previsto”, explicou, reforçando o papel fiscalizador do Legislativo sobre as concessionárias.
Ano de ‘paixões’
O deputado classificou o ano de 2026 como “desafiador” devido à coincidência de dois grandes eventos: a Copa do Mundo de Futebol e o processo político-eleitoral.
Ele alertou os colegas para que o clima de disputa não prejudique as entregas à população.
“É importante também ressaltar que esse é um ano desafiador. Desafiador porque nós estaremos vivendo entre duas paixões dos brasileiros. Nós não podemos nos esquecer jamais que, antes disso tudo, nós temos um mandato a cumprir, nós temos responsabilidade com as entregas e os compromissos junto à sociedade sul-mato-grossense”, pontuou.
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