
Equipes do Choque estiveram em Terenos para dar apoio à operação do Gaeco e Gecoc (Eliel Dias, Midiamax)
Dos 16 mandados de prisão expedidos pela Justiça, apenas 14 foram cumpridos nesta terça-feira (09) pelo Gaeco. Dessa forma, dois investigados por esquema de corrupção em Terenos estão foragidos.
Conforme apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, nove presos já estão no presídio, inclusive o prefeito Henrique Budke (PSDB). O restante ainda passará por audiência de custódia na quarta-feira e permanecem na Cepol de Campo Grande.
Equipes do Gaeco deflagraram a Operação Spotless, nesta terça-feira, onde cumpriram ainda 59 mandados de busca e apreensão, no contexto das investigações que apuram desvios de R$ 15 milhões através de fraudes em contratos durante a gestão do tucano no município.
Conforme o Gaeco, trata-se da ‘farra das empresas convidadas’, em que os empreiteiros e agentes públicos fraudavam licitações e pagamentos, mediante propina.
A ação é desdobramento da Operação Velatus, que já havia identificado o esquema em agosto do ano passado.
Henrique Budke é apontado como líder da organização criminosa alvo da Operação Spotless, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), nesta terça-feira, 9 de setembro.
A investigação apontou que o grupo liderado por Budke tinha núcleos com atuação bem definida. Servidores públicos fraudaram disputa em licitações, a fim de direcionar o resultado para favorecer empresas.
Os editais foram elaborados sob medida e simulavam competição legítima. Somente no último ano, as fraudes ultrapassaram os R$ 15 milhões.
O esquema ainda pagava propina para agentes públicos que atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, bem como aceleravam os processos internos para pagamentos de contratos.
A Operação Spotless foi deflagrada a partir das provas da Operação Velatus, que foi realizada em agosto de 2024. O Gaeco e Gecoc obtiveram autorização da Justiça e confirmaram que Henrique Budke chefiava o esquema de corrupção.
Spotless é uma referência à necessidade de os processos de contratação da administração pública serem realizados sem manchas ou máculas. A operação contou com apoio operacional da PMMS (Polícia Militar de MS), por meio do BPCHq (Batalhão de Choque) e do Bope (Batalhão de Operações Especiais).
A Prefeitura de Terenos é alvo de devassa do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), nesta terça-feira, 9 de setembro.
Em nota, a assessoria de comunicação da prefeitura confirmou a ação.
“Até o momento, o Poder Executivo Municipal não foi oficialmente comunicado sobre o real motivo da ação. Ressaltamos, porém, que a Prefeitura está colaborando integralmente com as autoridades competentes, fornecendo todas as informações e documentos que se fizerem necessários para o esclarecimento dos fatos”, diz o comunicado.
MMN/ML