
Divulgação / polícia nacional do Paraguai
Policiais paraguaios e brasileiros ainda na caça dos atiradores que mataram quatro rapazes, sábado de madrugada, em bairro da cidade de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, faixa de fronteira com o Paraguai.
As vítimas tinham entre 16 e 20 anos de idade. Investigadores da chacina, ao menos até a tarde desta segunda-feira (9), não revelaram se já havia, ou não, pistas dos assassinos.
Perto de três meses atrás, em Ponta Porã, o filho de um juiz aposentado também morreu assassinado numa emboscada e a investigação ainda não conseguiu prender os matadores.
Na manhã de hoje, um Renault foi achado destruído pelo fogo em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz divisa com Ponta Porã. Especula-se, até agora, que o veículo possa ser o mesmo ocupado pelos criminosos que mataram os quatro rapazes na madrugada de sábado.
O veículo queimado teria sido roubado dois meses atrás em Rio Brilhante, cidade sul-mato-grossense distante 181 quilômetros de Ponta Porã.
Na chacina de sábado morreram Xilon Henrique Vieira da Silva, de 20 anos de idade, Luan Vinícius Cândia da Silva, 17, Jonas Wesley Morais Deterfam, 18 e Gabriel dos Santos Peralta, 16.
Dois dos rapazes foram mortos do lado do carro, outro, na porta da sala e o quarto, já na parte dos fundos do imóvel. Ao menos em território sul-mato-grossense, não consta que os dois maiores de idade respondam processos judiciais ou inquéritos policiais.
Entre os assassinados dois era moradores do interior de São Paulo.
Em julho passado, também em Ponta Porã, morreu fuzilado, na parte central da cidade, de dia, Gilberto Emmanuel Fernades Abelha, 41, filho de um juiz aposentado da região.
Abelha saiu de uma padaria e seguia para o carro, quando percebeu que era alvo de uma tocaia tentou correu, mas foi fuzilado por dois homens e ali morreu. A dupla de atiradores entrou num carro e fugiu. O crime ocorreu no dia 16 de julho passado, perto de três meses atrás. A cena do crime foi captada por circuito de segurança e entregue à polícia.
A morte do filho do magistrado aposentado é investigada como homicídio qualificado pela traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima. A apuração corre em sigilo e não há informação de prisões.
Já quanto as quatro mortes, no sábado, a polícia apurou que as vítimas tinham alugado há menos de mês a casa onde morrerem. Eles tinham armas, mas não houve confronto, o que indica que foram pegos de surpresa. Pistolas e fuzis foram usadas nas execuções.
Fonte: Correio do Estado