
Foto: Gerson Oliveira
Os efeitos do El Niño chegaram ao Brasil e o fenômeno meteorológico, que causa o aquecimento das águas e aumento do nível do mar no Oceano Pacífico, já vem causando mudanças no nosso dia a dia.
Em razão de tal fenômeno, o tempo fica mais seco e as temperaturas mais elevadas na região Centro-Oeste. Isso explica o prognóstico de temperaturas que podem chegar a 34ºC em Mato Grosso do Sul nesta semana.
Segundo o meteorologista da Uniderp, Natálio Abrahão, é esperado que o El Niño faça com que passemos por um período de aquecimento acima do normal.
Além disso, a baixa umidade do ar é outro motivo de alerta, pois é esperado que o tempo também fique ainda mais seco.
A coordenadora do curso de Enfermagem do Centro Universitário Anhanguera, Sandra Demetrio Lara, afirma que, nesse momento, a atenção para doenças respiratórias deve ser redobrada.
“Com a redução da umidade, as membranas dos olhos, boca e nariz podem ficar mais desidratadas, proporcionando condições favoráveis para a ação de agentes externos, como vírus, bactérias e poluentes oriundos de incêndios ou queimadas.
“Nesse contexto, algumas das principais doenças que podem surgir são processos inflamatórios das vias aéreas respiratórias, tais como: rinite, sinusite, irritação de mucosas, chegando a situações mais graves, que além de cuidados domésticos, podem acabar evoluindo para casos de hospitalizações como as influenzas, pneumonia, asma e demais doenças respiratórias,” explica.
A preocupação é maior ainda quando tais problemas atingem as crianças e idosos, considerando a fragilidade do organismo.
Conforme os dados do último Boletim Epidemiológico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), apenas neste ano, foram confirmados 4,136 casos da doença e 380 óbitos em Mato Grosso do Sul. A maioria dos casos atinge crianças, motivo de alerta para as famílias.
A especialista explica que, em dias muito quentes, é importante fazer ingestão de uma quantidade maior de água, garantindo a hidratação, usar roupas leves e manter uma alimentação equilibrada.
“É imprescindível consumir mais líquidos, proteger-se do calor do sol, manter o ambiente doméstico umidificado, realizar a limpeza das narinas utilizando soro fisiológico e assegurar uma hidratação adequada da pele por meio da aplicação de cremes e loções hidratantes, não esquecendo do uso constante de protetor solar, com o objetivo de evitar o surgimento de dermatites”, orienta.
Sobretudo, é indicado evitar locais com aglomeração de pessoas e deixar os ambientes limpos e arejados.
O uso de umidificadores de ar é benéfico, mas deve ser por apenas curtos períodos, para que não haja proliferação de mofo no ambiente e lembrar de sempre manter a higiene do equipamento.
Confira, a seguir, algumas dicas para aliviar os sintomas dos problemas respiratórios:
Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o El Niño deve afetar o tempo no Brasil principalmente em junho, julho e agosto deste ano.
Normalmente, o El Niño começa a se formar no segundo semestre do ano.
No período de atuação do fenômeno, as águas ficam, pelo menos, 0,5°C acima da média por um longo período de tempo, quase sempre variando entre seis meses a dois anos.
Fonte: Correio do Estado