
Previsão de contrato é de três meses, podendo ser prorrogado. (Foto/Arquivo: IBGE)
Segundo a coordenadora do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em Campo Grande, Sylvia Martinez Assad de Oliveira, até o dia (13) de setembro, haviam 800 vagas abertas para recenseadores na Capital, mas o número de interessados não ultrapassou a casa dos 400 até agora.
A abertura do novo processo seletivo se deu em razão de desistências de alguns inscritos, por conta da dificuldade do trabalho e insegurança nas ruas.
“Tivemos algumas desistências de pessoas que começaram, mas pela exposição na rua, em lugares que não conhecem e acabaram saindo, outras viram que não era como pensavam, acharam difícil e também desistiram, e alguns não conseguiram de adaptar”, comentou.
A pesquisa começou a ser realizada no dia (1º). No dia (28) do mesmo mês, o Instituto abriu novo concurso para trabalhadores, com 15.075 vagas em todo o País.
Mesmo diante dos empecilhos, a coordenação descarta a hipótese de prorrogação do levantamento. “Não estamos trabalhando com essa possibilidade de prorrogação, estamos fazendo todos os esforços possíveis para terminar no dia 31 de outubro”, disse.
Em Campo Grande, recenseadores do IBGE confirmam que tem enfrentado dias difíceis na tentativa de retratar com precisão o Brasil de hoje. Mesmo com a falta de trabalhadores e dificuldades para obter respostas, a organização diz não haver previsão de prorrogação para a pesquisa, que deve ser encerrada no dia (31) de outubro.
A recenseadora Silvia Cristina Duarte de 41 anos, conta que já recebeu inúmeras recusas durante as abordagens. ” A maior dificuldade é conseguir falar com as pessoas. Vou de manhã, a tarde, até à noite. Mesmo aos sábados e domingos, ninguém quer falar. Bato no portão, bato palma e não querem responder. Já era para eu ter terminado, mas tem alguns que falaram que não são obrigados a responder”, relata.
Assaltos- Três dias após o início da pesquisa, uma supervisora e recenseadora do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foram assaltadas por dois criminosos, um deles armado, enquanto realizavam as entrevistas no Bairro Coophatrabalho.
Em menos de uma semana, mais um recenseador foi assaltado durante entrevistas do Censo 2022, em Campo Grande. O crime aconteceu na Rua José Passaralli, Vila Belo Horizonte, na tarde de quarta-feira (10).
Apelo- O IBGE pede para que a população responda ao Censo. “Esses dados são necessários para o exercício da cidadania, para saber quem somos e quantos somos, para que esses números sirvam para promover políticas públicas”, pontuou.
O instituto ressalta ainda que, os recenseadores são identificados pelo crachá, e a entrevista pode ser feita do portão, não é preciso entrar no domicílio. Essa recomendação é feita, inclusive pelo próprio IBGE, para garantir a segurança dos nossos recenseadores e dos próprios moradores.