
Foto: Coxim Agora
A BR-163 possui 3.579 quilômetros de extensão e liga as cidades de Tenente Portela (RS) e Santarém (PA), foi inaugurada em 20 de outubro de 1976 e desde então é fundamental para o comércio, turismo e principalmente na logística de transporte da agroindústria, principal corredor de exportação de Mato Grosso do Sul até os portos navais de Santos (SP), Paranaguá (PR), Itapoá (SC), Navegantes (SC) e Rio Grande (RS).
A BR corta Mato Grosso do Sul com 847 km e desde 2014 foi privatizada através de leilão pelo grupo CCR por 30 anos, o grupo ficou com a obrigação da duplicação da rodovia. Em 2015, já havia iniciado as obras, porém, em 2020 a CCRMS Via propôs a ANTT não fazer nenhuma duplicação, mas, continuar cobrando os pedágios pelo mesmo valor. Foram apenas 120 km duplicados em alguns trechos de um total de 847 km.
A BR-163 já ganhou o apelido de “rodovia da morte”, devido à grande quantidade de acidentes com vítimas fatais principalmente no trecho entre Campo Grande e Sonora. Nos últimos meses, o status de “rodovia da morte” parece ter ressuscitado devido aos graves acidente que vem ocorrendo, neste sábado (17) por exemplo, uma colisão frontal entre dois veículos em um trecho sem duplicação provocou a morte instantânea de três pessoas e deixou outra gravemente ferida.
Podemos dizer que a empresa concessionária não tem um mínimo de preocupação com os motoristas e as famílias que precisam utilizar a rodovia para se locomover diariamente. A pergunta que não quer calar é, será que os usuários da rodovia pode fazer igual fez a concessionária em 2020, alegar que não vai pagar o pedágio e ficar por isso mesmo?
Ninguém cobra essa empresa, estamos em ano eleitoral e nenhum político colocou em suas propostas de governo a revisão desse contrato com a concessionária, não vimos nenhum político questionar ou solicitar uma CPI para saber os motivos da desistência da duplicação e o porque não executou os serviços conforme foi acordado. Dá a entender que o brasileiro é um povo muito passivo e parece não lutar pelos seus direitos.
Fonte: Maikon Leal – Coxim Agora