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MS tem o maior índice no País de adolescentes que já experimentaram cigarro eletrônico

Por Redação

Em 25 de março de 2026

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Adolescentes meninas são as que mais fazem uso do cigarro eletrônico – Divulgação

Mato Grosso do Sul apresentou números expressivos de adolescentes em idade escolar (13 a 17 anos) que já fizeram uso ou experimentaram cigarros eletrônicos. A Pesquisa Nacional da Saúde Escolar (PeNSE) de 2024, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que 48,2% dos estudantes nesta idade já fizeram uso dessa forma de tabaco.

Em 2024, o Estado registrou cerca de 169.939 estudantes de 13 a 17 anos. Assim, o percentual mostra que, pelo menos, 81,9 mil adolescentes já experimentaram os chamados “vapes” ou “pods”, que são dispositivos que aquecem um líquido contendo nicotina e substâncias tóxicas para serem inalados.

O resultado coloca Mato Grosso do Sul com o índice mais alto entre os estados brasileiros.

O maior consumo desses cigarros é feito por meninas, sendo 50,4% das entrevistadas. Também é predominante o uso em estudantes da rede pública (49,6%) com relação aos estudantes da rede privada (38%).

O consumo dos cigarros eletrônicos também predomina entre os jovens de 18 a 24 anos no Estado, sendo observado em 14,9% dos entrevistados pela Anvisa em 2024, correspondente a aproximadamente 31 mil pessoas.

Além disso, Mato Grosso do Sul tem a segunda maior taxa de consumo do cigarro eletrônico do País, com 4% da população analisada (aproximadamente 31 mil pessoas) consumindo o produto.

Os dados das pesquisas da Anvisa e do IBGE mostram um aumento de 600% no número de usuários desse tabaco desde 2018, quando havia apenas 0,7% de consumidores em todo o Estado.

A venda do dispositivo já é proibida pela Anvisa desde 2009 por conter substâncias prejudiciais à saúde como nicotina, metais pesados e compostos cancerígenos.

Mesmo assim, Mato Grosso do Sul é o segundo Estado no ranking nacional de apreensões do cigarro eletrônico, ficando atrás apenas do estado do Paraná. Em 2023, foram 263.911 registros de cigarros confiscados no Estado.

Tabagismo
A pesquisa também monitorou o uso ou experimentação de outros tipos de fumo, como o cigarro e o narguilé.

Os dados apontam que 27,7% dos estudantes de 13 a 17 anos em Mato Grosso do Sul já experimentaram cigarro pelo menos uma vez. Esse índice é o segundo mais alto do País, atrás apenas do Acre.

A prevalência é entre adolescentes que frequentam escolas públicas, de 29,2% contra 16,6% dos estudantes de escolas particulares.

Além disso, em 2024, 16,7% dos adolescentes do Estado experimentaram o cigarro pela primeira vez aos 13 anos. Esse é o maior percentual do País.

O uso de cigarros apresentou um aumento com relação à edição anterior, passando de 6,8% em 2019 para 8,4% em 2024 nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Sobre o narguilé, a experimentação entre os estudantes foi de 32,5%, segundo maior percentual entre os estados. A maior frequência no comportamento também é entre as meninas, chegando a 33,3%, contra 31,8% de meninos.

Nacional 
A experimentação do cigarro eletrônico passou de 16,8% dos adolescentes em 2019 para 29,6% em 2024, predominantemente por meninas (31,7%) entre os escolares da rede pública (30,4%).

Com relação ao uso recente do produto, foi observado um aumento de 300% no caso do cigarro eletrônico com relação à pesquisa anterior, passando de 8,6% em 2019 para 26,3% em 2024.

Mesmo o aumento acontecendo de forma generalizada em todas as regiões do País, o maior percentual foi observado na região Centro-Oeste (42%), seguido pela região Sul (38,3%).

O Brasil, em conformidade com a Convenção-Quadro da Organização Mundial da Saúde para Controle do Tabaco (CQCT/OMS), da qual o Brasil é signatário, ratifica a proibição do comércio de produtos derivados do tabaco aos menores de 18 anos.

Além disso, a legislação brasileira proíbe a fabricação, importação, comercialização, propaganda e distribuição de cigarros eletrônicos conforme resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2024, reforçando a proibição de 2009.

Correio do Estado

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