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Milho puxa queda na safra de MS em 2026

Por Redação

Em 13 de fevereiro de 2026

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Produção de soja em Mato Grosso do Sul – Foto: Gerson Oliveira

A produção de grãos em Mato Grosso do Sul neste ano deve ser levemente menor do que no ano passado, estima o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa é de que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas atinja 26,2 milhões de toneladas, 1,9 milhão a menos que as 28,1 milhões de toneladas registradas em 2025.

A redução na previsão da safra de milho é a principal responsável pela queda na produção de grãos, uma vez que há expectativa de uma safra de soja superior à do ano anterior.

O IBGE indica que a produção de milho terá queda e deve somar 10,4 milhões de toneladas neste ano, sendo 10,3 milhões concentradas na segunda safra. A área a ser colhida, contudo, tem previsão de redução menor, de 2,5%.

Os números do milho são os que puxam as expectativas de produção para baixo. Isso porque a previsão para a soja é de 15 milhões de toneladas, 14% a mais que as 13,1 milhões colhidas em 2025.

O aumento na produção de soja coincide com a ampliação da área plantada e a ser colhida. Em 2025, foram 4,26 milhões de hectares, contra 4,4 milhões previstos para este ano.

O Estado, segundo o IBGE, deve continuar como o quinto maior produtor da oleaginosa no Brasil, atrás de Goiás. No ranking nacional, Mato Grosso segue na liderança.

A produção de outras culturas também chama atenção. A cana-de-açúcar deve registrar queda de 8,2%, passando de 55,3 milhões de toneladas para 50,7 milhões neste ano. O motivo é a redução da área plantada, que recuou 6,9%, de 723,3 mil hectares em 2025 para 672,8 mil hectares neste ano.

Também há perspectiva de uma safra 22,3% menor de sorgo. Em 2025, foram 534,7 mil toneladas, e em 2026 a estimativa é de 415,6 mil toneladas.

A produção de mandioca deve ser 1,3% menor, caindo de 1,51 milhão de toneladas para 1,48 milhão.

O aumento na produção, segundo o IBGE, será registrado nas culturas de algodão e feijão.

No caso do algodão, a produção será 1% maior neste ano, enquanto o feijão deve ter aumento de 2,43% na produção.

Correio do Estado

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