Insegurança alimentar atinge 65% da população de Mato Grosso do Sul

Índice de pessoas em insegurança alimentar é de 65% no Estado – Divulgação

Mato Grosso do Sul tem 65% da população vivendo em situação de insegurança alimentar.

Com relação aos casos graves, que é quando as pessoas passam fome, o Estado é o quinto do Brasil com a menor proporção.

É o que aponta dados do 2º Inquérito Nacional da Insegurança Alimentar no Brasil no Contexto da Covid-19 (II Vigisan), divulgado nesta quarta-feira (14).

O trabalho foi realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan).

Conforme o levantamento, em Mato Grosso do Sul, 9,4% da população vivem em situação de insegurança alimentar grave, sem acesso a alimentos em quantidade suficiente.

O Estado só fica atrás de Santa Catarina (4,6%), Minas Gerais (8,2%), Espírito Santo (8,2%) e Paraná, que apresentam os menores índices de pessoas que passam fome.

Já é o Alagoas é o estado em que há maior proporção de pessoas passando fome no Brasil, com 36,7% da população em situação grave.

Segurança alimentar é a situação em que há acesso pleno e estável a alimentos em qualidade e quantidade adequados.

Já a insegurança é dividida em três categorias: leve (quando o temor de faltar comida leva a família a restringir a qualidade dos alimentos), moderada (sem qualidade, há alimentos em quantidade insuficiente para todos) e grave (quando ninguém acessa alimentos em quantidade suficiente e se passa fome).

Considerando as três categorias, o Estado tem 65% das famílias em insegurança alimentar, enquanto apenas 35% estão em segurança alimentar.

Na insegurança alimentar, 35% são leve; 20,5% em situação moderada e os 9,4% na situação grave.

Em números absolutos, são 994 mil pessoas em segurança e 1,843, milhão em insegurança, sendo 267 mil que se enquadram na situação de passar fome.

Conforme a pesquisa, a escolaridade do chefe da família têm forte relação com a segurança alimentar.

No Estado, há prevalência de insegurança alimentar grave maior nos domicílios chefiados por pessoas sem escolaridade ou com até 8 anos de estudos.

Nestes casos, o índice de famílias que passam fome é de 11%, enquanto nos domicílios com famílias com mais de 8 anos de estudo, o percentual cai para 7,4%.

Outros fatores que influenciam é a profissão do chefe das famílias e quantidade de crianças na residência.

O estudo realizou entrevistas em 12.745 domicílios, em áreas urbanas e rurais de 577 municípios, distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal.

A Segurança Alimentar e a Insegurança Alimentar foram medidas pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), também utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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