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Em Corguinho e Rochedo, empreiteiro alvo do Gaeco assinou contratos de R$ 9,7 milhões

Por Redação

Em 10 de fevereiro de 2026

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Empresário acompanhou buscas, mas não quis falar com a imprensa. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

O empresário Rogério Luís Ribeiro, alvo da Operação Cartas Marcadas, do Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) nesta terça-feira (10), assinou contratos com as prefeituras de Corguinho e de Rochedo, que somam R$ 9.711.054,58. Ele também prestou serviços de mais de R$ 5 milhões em Terenos.

Rogério é sócio em duas empresas, a Marsoft Informática, Construções e Serviços (CNPJ 03.242.175/0001-01) e a RS Construções e Serviços (CNPJ 24.272.210/0001-05). Das cinco cidades alvo da ação, as empresas dele atuaram em Terenos, Corguinho e Rochedo.

Em Corguinho, a RS foi contratada entre 2022 e 2025 para prestar serviços de manutenção predial, de rede elétrica e de iluminação pública, recebendo, no total, R$ 239.700.

O maior volume de contratos foi em Rio Negro. A empreiteira executou três obras milionárias nos últimos anos.

Em maio de 2024, a RS foi contratada para a segunda etapa da construção do Balneário Municipal de Rochedo, por R$ 4.811.489,49. A primeira etapa também foi feita pela empresa, a partir de julho de 2023, ao custo de R$ 1.530.926,91.

A construção da Praça de Eventos foi outro contrato que a empreiteira de Rogério assinou, em junho de 2022. O serviço custou R$ 2.552.672,99. A RS ainda prestou serviços como fornecimento de luminárias de LED.

Nenhuma das duas empresas dele foi contratada em Rio Negro, outro alvo da ação. Em Terenos, os contratos de R$ 5.554.510,35 envolveram até a reforma da prefeitura, incluindo do prefeito afastado Henrique Budke (PSDB).

Operação mira esquema de corrupção em Rio Negro e mais quatro cidades

Em 10 de fevereiro de 2026, o Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou a Operação Cartas Marcadas, contra uma organização criminosa que fraudava licitações.

Foram cumpridos 46 mandados de busca e apreensão, 22 mandados de proibição de contratar com o Poder Público, cinco mandados de afastamento de cargos públicos e três mandados de suspensão de contratos vigentes com o Poder Público em Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos.

A investigação constatou a existência de organização criminosa baseada em Corguinho e Rio Negro, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por agentes políticos que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso.

Servidores públicos foram corrompidos para frustrar o caráter competitivo de licitações, ou seja, impedia a competição de empresas, que era limitada àquelas que faziam parte do esquema. Nos últimos três anos, os contratos fraudulentos chegam a quase R$ 9 milhões.

A Operação Cartas Marcadas foi realizada com base nas provas obtidas de alguns telefones celulares apreendidos nas operações Turn Off e Malebolge, compartilhadas com autorização judicial, levando os promotores até os agentes políticos que lideravam o esquema.

A operação contou com apoio operacional da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), por meio do BPChq (Batalhão de Choque) e do Bope (Batalhão de Operações Especiais).

O termo que dá nome à operação, “Cartas Marcadas”, remete à ideia de um jogo previamente manipulado, em que o desfecho é conhecido antes mesmo do início. No caso, as contratações sob apuração foram direcionadas para as empresas investigadas, por meio de ajustes falsos, para aparentar legalidade a uma escolha que já estava determinada.

MMN/AB

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