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Com saúde debilitada, “Rei da Fronteira” tem aval judicial para tratamento em SP

Por Redação

Em 22 de janeiro de 2026

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Registro antigo de Fahd Jamil durante evento (Foto/Arquivo).

Portador de doença pulmonar obstrutiva crônica, Fahd Jamil Georges, 84 anos, que já foi considerado o “Rei da Fronteira”, teve renovada a permissão de permanecer em tratamento médico em São Paulo. A determinação foi publicada nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial da Justiça.

A medida foi deferida pela 1ª Vara Criminal de Campo Grande, suspendendo a determinação cautelar de comparecimento em juízo por mais dois meses. “Ademais, autorizo que Fahd Jamil permaneça em tratamento médico na Comarca de São Paulo-SP até o término de seu tratamento médico”. O benefício foi iniciado em abril de 2025, com agravamento do quadro clínico.

No Diário da Justiça de hoje, também consta que o filho dele, Flávio Correia Jamil Georges, recebeu autorização para visitar o pai, de 11 a 13 de dezembro de 2025, em São Paulo. “Flavinho”, como é conhecido, não está preso, mas vive sob restrições judiciais após se apresentar à polícia, em dezembro de 2024. Ele só compareceu em juízo depois que teve o mandado de prisão revogado pela Justiça. Acusado de comandar um alvo de esquema de tráfico de armas, foi alvo da terceira fase da Omertà, chamada de Armagedon.

Histórico – Fahd Jamil foi preso em 19 de maio de 2021, ao se entregar ao Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Chegou a ficar 51 dias no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). Conseguiu direito a prisão domiciliar no dia 9 de junho de 2021, onde cumpria na mansão em Ponta Porã.

Ficou em prisão domiciliar até setembro de 2022, quando a detenção foi convertida em medidas cautelares diversas da prisão, que incluíam não mudar de residência sem aviso prévio. Agora, tem livre acesso ao tratamento em São Paulo.

Alvo da Operação Omertà, Fahd Jamil é réu por tráfico de arma de fogo, corrupção, homicídio e obstrução da Justiça.

No caso de homicídio, Fahd Jamil Georges foi acusado de caso ocorrido em abril de 2016, quando o servidor Alberto Roberto Aparecido Nogueira e o policial civil Anderson Celin foram encontrados carbonizados dentro de uma caminhonete entre Ponta Porã e Caracol. Segundo a denúncia, o crime teria sido encomendado como vingança pelo desaparecimento de Daniel Alvarez Georges, filho de Fahd, sumido desde 2011 e declarado morto em 2019, apesar de o corpo nunca ter sido localizado. As investigações apontaram que o duplo assassinato foi executado como retaliação direta.

Campo Grande News

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