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Um levantamento divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) colocou cinco municípios do Estado em situação de alerta máximo para infestação do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Os dados fazem parte do primeiro ciclo de 2026 do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti, realizado em janeiro, e revelam um cenário preocupante em diversas regiões de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o levantamento, cidades com índice superior a 4 são classificadas em situação de alto risco, exigindo resposta imediata das autoridades para evitar surtos e possíveis epidemias. Os municípios nessa condição são:
Outros municípios também acendem o sinal de alerta, com índices elevados que demandam intensificação das ações de combate ao mosquito:
Já na faixa de médio risco, com índices entre 1 e 3,9, aparecem cidades como:
A capital Campo Grande também integra esse grupo, com índice de 1,40, o que indica necessidade de manutenção e reforço das ações de vigilância.
Mesmo municípios que registraram índice zero, como Chapadão do Sul e Jaraguari, devem manter as medidas preventivas para evitar a reintrodução do mosquito.
A SES alerta que os índices do LIRAa devem ser analisados com cautela e em conjunto com outros indicadores, como o monitoramento por ovitrampas, evitando uma falsa sensação de segurança.
A secretária de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, reforçou a necessidade de ação imediata:
“Os municípios em médio e, principalmente, em alto risco precisam intensificar imediatamente as ações de controle. Esses números indicam maior probabilidade de surtos, e o enfrentamento precisa ser rápido e contínuo.”
O gerente estadual de Combate às Arboviroses, Márcio Luiz de Oliveira, destacou que o monitoramento permite direcionar ações mais eficazes, especialmente neste período do ano, que favorece a proliferação do mosquito.
A SES reforça que o combate ao Aedes aegypti depende diretamente da participação da população. Medidas simples fazem a diferença, como:
Segundo o Governo do Estado, um novo ciclo do LIRAa será realizado nas últimas semanas de maio, quando os índices serão atualizados e novas estratégias poderão ser definidas para conter o avanço do mosquito em Mato Grosso do Sul.