
Conforme divulgado nesta sexta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em todo o País Campo Grande foi quem fechou 2025 com o menor índice de inflação no ano, valor mais de um ponto percentual abaixo da média nacional.
Enquanto esse índice nacional em dezembro foi de 0,33% e fechou 2025 com um acumulado de 4,26%, entre as regiões Campo Grande apareceu como destaque, com 0,17% anotado no último mês de dezembro e uma alta de 3,14% no ano passado, o melhor em todo o País.
Como bem acompanha o Correio do Estado, em pelo menos quatro dos 12 meses de 2025 Campo Grande registrou um cenário de queda na inflação, com outubro (-0,08%), quando a Cidade Morena registrou deflação pela 4ª vez no ano, já sendo o terceiro mês consecutivo.
Ainda que o custo de vida tenha voltado a subir em novembro, encerrando a “onda de deflação” na Cidade Morena após três meses de queda, dos números locais para dezembro, apesar das altas registradas em seis dos nove grupos pesquisados, os respectivos impactos no último mês de 2025 sequer passaram de um ponto percentual, com a maior variação ficando a cargo dos Artigos de residência (0,68%).
O maior impacto no índice de dezembro na Capital do MS foi causado pelo grupo de Transportes (0,11 p.p.), enquanto Habitação (-0,46% e -0.07 p.p.) e Alimentação e bebidas (-0,25% e -0,06 p.p.) tiveram as maiores variações e impactos negativos.
Calculado desde 1980, o IPCA mede o rendimento monetário de 01 até 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, abrangendo dez regiões metropolitanas brasileiras, por meio de uma comparação de preços, neste caso específico coletado entre 30 de outubro e 28 de novembro, dos preços vigentes no período de 30 de setembro de 2025 a 29 de outubro de 2025, respectivamente como valores de referência e base.
Análise regional
Depois de uma leve interrupção na queda dos preços em novembro para as refeições em domicílio, parte do grupo alimentação e bebidas, esse subitem voltou a cair no último mês de 2025 (-0,44%), puxada principalmente pelos seguintes itens que ficaram mais baratos em dezembro do ano passado:
Abacaxi (-13,03%),
Alho (-8,13%),
Linguiça (-7,86%),
Frango inteiro (-5,34%) e
Leite longa vida (-4,84%)
Do outro lado, os vilões do almoço, jantar e demais refeições em dezembro foram: o mamão (15,74%), a cebola (8,53%), a batata-inglesa (5,05%) e o contrafilé (4%).
Se comparado com o índice de novembro, no penúltimo mês de 2025 o morador da Cidade Morena sentiu ficar mais caro a compra de itens como: uva (6,66%), alface (4,99%), cebola (4,71%) e batata-inglesa (2,72%), com esses últimos dois permancendo na lista de “vilões” na mesa do campo-grandense em dezembro.
Enquanto isso, “a alimentação fora do domicílio (0,33%) acelerou em relação ao mês anterior (0,16%), com o maior impacto vindo das altas de 0,68% no lanche e de 0,07% na refeição”, cita a seção de disseminação de informações de Mato Grosso do Sul (SDI-MS) do IBGE.
Abaixo, você confere uma tabela do IPCA para dezembro de 2025 em Campo Grande, com o valor mensal, variação acumulada do ano e os respectivos pesos mensais.
Já na Habitação, o principal reflexo sentido em dezembro foi o da queda de 1,44% da energia elétrica residencial, subitem de maior impacto negativo no índice (-0,07 p.p.), já que o último mês estava com vigência da bandeira tarifária amarela.
Em outras palavras, enquanto a “vermelha patamar 1” derrubou o preço de R$7,87 cobrados até setembro para R$4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos, a bandeira tarifária amarela de dezembro adicionou a cobrança de R$1,88 pelo mesmo consumo.
Também é possível notar que, no segundo maior peso mensal, o grupo de transportes também teve aumento, porém apenas de meio por cento, impactado principalmente pelas viagens por aplicativo (16,93% e 0,06 p.p.), além do aumento na passagem aérea (15,53% e 0,03 p.p.) e na gasolina de 0,18% (0,01 p.p.).
Em saúde e cuidados pessoas (-0,46%), o campo-grandense observou em dezembro as altas em maquiagem (3,18%) perfume (2,44%) e produto pra pele (2,56%), enquanto medicamentos como anti-inflamatório e antirreumático (-2,56%), e itens como o desodorante (-2,44%) e o papel higiênico (-1,47%) puxaram o grupo para baixo.
Correio do Estado








