Tinta não poluente estampa onça em casco de barco no Mato Grosso do Sul

Midiamax/AB

Fluvimar aposta em soluções exclusivas (Foto: Divulgação)

Quem navega pelos rios do Pantanal pode se deparar com uma onça-pintada, mas, dessa vez, mansinha. Isso porque o casco de uma embarcação recebeu uma onça ‘estilizada’, pintada artesanalmente e encomendada por uma ONG de preservação ambiental responsável pelo barco.

“A escolha foi especial: a onça personalizada representa a identidade da instituição”, explica Raquel Oliveira, CEO da Fluvimar, fabricante paranaense de embarcações premium e reconhecida pela produção de pontoons, barcos de pesca e lanchas.

Além disso, o desenho da onça foi executado pelos próprios colaboradores da Fluvimar, que também se destaca no setor náutico pela oferta de personalização. Com anos de atuação no mercado, a empresa aposta em soluções exclusivas para clientes que buscam sair do padrão tradicional.

“Temos um catálogo de cores, mas frequentemente desenvolvemos tonalidades específicas para atender cada projeto. Nossas estufas de pintura contam com sistemas de exaustão e filtragem que retêm partículas antes que o ar seja liberado no ambiente. Optar pela pintura, em vez de adesivos, também garante maior durabilidade e menor impacto ambiental”, destaca a executiva.

O processo de secagem acelerada contribui para reduzir o desperdício de insumos e retrabalho, tornando a produção mais eficiente. A Fluvimar mantém outras frentes de sustentabilidade, como apoio de ações contra a pesca predatória, iniciativas de limpeza e manutenção de rios próximos à sua operação. Outro destaque é o uso de matéria-prima reciclada: cerca de três toneladas de garrafas PET são reaproveitadas anualmente na estrutura de flutuação das embarcações.

Cores e poluição

Dados da ONG Oceana indicam que o Brasil está entre os maiores poluidores da América Latina quando se trata de poluição marinha. Os fatores que contribuem para esse cenário incluem as tintas utilizadas em cascos de embarcações.

“Muitos barcos ainda utilizam tintas anti-incrustantes, que são eficazes para evitar o acúmulo de organismos no casco, mas podem liberar substâncias tóxicas na água, prejudicando peixes e outras espécies”, explica a CEO.

Alguns desses compostos já foram, inclusive, proibidos internacionalmente, como as tintas com TBT (tributilestanho), banidas desde 2008 pela Organização Marítima Internacional. Altamente tóxico, o TBT causa danos reprodutivos em organismos marinhos e pode se acumular ao longo da cadeia alimentar, sendo considerado um dos principais desreguladores endócrinos no ambiente aquático.

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