
O número de mortos em ataque israelense-estadunidense a uma escola no sul do Irã subiu para pelo menos 40, informa a agência estatal IRNA. Pelo menos outras 45 pessoas ficaram feridas no ataque em Minab, na província iraniana de Hormozgan.
Nem os Estados Unidos nem Israel forneceram detalhes sobre a o contra-ataque até o momento.
Os Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque a alvos em todo o Irã neste sábado, e o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao povo iraniano que “tome o controle do seu governo” — um apelo extraordinário que sugere que os aliados podem estar buscando pôr fim à teocracia do país após décadas de tensões.
Os primeiros ataques pareceram atingir o complexo residencial do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, no centro de Teerã. Não ficou claro imediatamente se ele estava lá no momento. Fumaça pôde ser vista subindo da capital iraniana.
“Por 47 anos, o regime iraniano tem gritado ‘Morte à América’ e travado uma campanha incessante de derramamento de sangue e assassinatos em massa, mirando os Estados Unidos, nossas tropas e pessoas inocentes em muitos, muitos países”, disse Trump em um vídeo postado nas redes sociais, justificando os ataques. Ele pediu aos iranianos que se protegessem durante os bombardeios, mas acrescentou: “Quando terminarmos, tomem o controle do seu governo. Ele será de vocês”.
A Guarda Revolucionária paramilitar do Irã afirmou que respondeu lançando uma “primeira onda” de drones e mísseis contra Israel, onde um alerta nacional foi emitido enquanto o exército dizia que derrubaria o fogo iraniano.
Enquanto isso, o Bahrein informou que um ataque com mísseis atingiu a sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA no reino insular. Testemunhas ouviram sirenes e explosões no Kuwait, sede do Comando Central do Exército dos EUA. Explosões também foram ouvidas no Catar.Iraque e Emirados Árabes Unidos fecharam seu espaço aéreo, e sirenes soaram na Jordânia. Estilhaços de um ataque à capital dos Emirados mataram uma pessoa, segundo a mídia estatal, a primeira fatalidade conhecida na contraofensiva iraniana.
AFP/AB









