
Pelo menos 10 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas, a maioria com gravidade, após uma explosão durante uma festa de Ano Novo na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, nesta quinta-feira (1°).
A polícia local disse suspeitar de uma explosão acidental por conta de um incêndio e afirmou descartar, por enquanto, a hipótese de terrorismo.
Oficialmente, o governo local confirmou dez mortos no incêndio, mas disse também que “dezenas de pessoas podem ter morrido”. A maioria feridos foi internada em estado de gravidade, disseram ainda autoridades.
“Contabilizamos cerca de cem pessoas feridas, a maioria em estado grave, e infelizmente várias dezenas podem ter morrido”, declarou o chefe da polícia local, Frederic Gisler.
O Ministério das Relações Exteriores da Itália afirmou ter sido informado pela Suíça que a polícia local acredita haver cerca de 40 mortos. O governo francês disse que dois cidadãos do país ficaram feridos.
À TV Globo, o Consulado do Brasil em Genebra disse que ainda não havia sido notificado sobre brasileiros entre as vítimas, mas afirmou que diplomatas estavam checando a informação com autoridades de Crans-Montana.
➡️ O fogo ocorreu dentro de um bar, o “Le Constellation”, onde acontecia uma festa de Ano Novo, por volta das 1h30 no horário local (20h30 de quarta-feira pelo horário de Brasília). O bar fica dentro do resort de esqui de Crans-Montana, conhecido por ser um destino de luxo local (leia mais abaixo).
Suspeita de vela perto de teto
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/U/G/yAmuGQRpupXo65wNbBog/afp-20260101-89dq8ke-v1-midres-switzerlandaccidentexplosiontourismpolice.jpg)
Local da explosão que atingiu bar em Crans-Montana, Suíça — Foto: AFP
Embora ainda não houvesse confirmação das causas do incêndio até a última atualização desta reportagem, o Ministério das Relações Exteriores da Itália afirmou ainda que um rojão pode ter provocado a explosão que ocasionou o fogo.
Já duas turistas da França que estavam no bar contaram à rede de TV francesa BFM TV que viram o incêndio começar após uma garçonete acender velas de aniversário muito perto do teto de madeira.
“O fogo se espalhou pelo teto muito rapidamente”, disse uma das turistas à BFM. As duas contaram ainda que conseguiram subir uma escada estreita até o térreo enquanto o pânico se instaurava e escapar do prédio. Minutos depois, o fogo já havia atingido o térreo também, disseram elas.
A velocidade das chamas impossibilitou muitas pessoas a deixarem o local a tempo. O embaixador da Itália na Suíça afirmou, também citando a polícia suíça, que autoridades devem levar semanas para conseguir identificar os corpos.
Veja, abaixo, imagem do bar após o incêndio:
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/k/b/n6rtYLQzSeTW8RtHotOA/bar-suica.png)
Interior de bar que pegou fogo em estação de esqui na Suíça, em 1º de janeiro de 2026. — Foto: Divulgação/ Police Cantonale Valaisanne
Pelas redes sociais, pessoas compartilharam imagens do bar tomado por chamas (veja no vídeo acima). Em coletiva de imprensa, o chefe da polícia local e a promotora que investiga o caso não disse se sabe o que pode ter provocado as chamas ou se havia irregularidades no bar.
Responsáveis pelo estabelecimento ainda não haviam se pronunciado até a última atualização desta reportagem, e as redes sociais do bar estavam indisponíveis nesta segunda.
Já o resort de Crans-Montana, onde fica o bar, divulgou uma nota lamentando a tragédia.
“É com profunda tristeza e comoção que comunicamos a tragédia ocorrida em nosso destino na noite de 31 de dezembro de 2025 para 1º de janeiro de 2026”, diz o comunicado.
A estação de esqui de Crans-Montana costuma ser muito frequentada por jovens e estrangeiros no fim de ano. Em 2019, uma avalanche deixou vários feridos na mesma estação de esqui.
Nesta manhã, moradores foram até o local buscando por pessoas que acreditavam que estavam no bar.
“Conheço uma pessoa que pode ter sido uma das vítimas, mas não consigo entrar em contato com essa ela e estou muito preocupada”, disse à agência de notícias Reuters a moradora da região Karine Spreng.
g1








