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Europa não consegue se defender sem EUA, diz chefe da Otan: “Pode sonhar”

Por Redação

Em 26 de janeiro de 2026

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Soldados dos Estados Unidos fazem uma pausa enquanto se preparam para um exercício de tiro em abril de 2023 em San Antonio, Zambales, Filipinas. • Jes Aznar/Getty Images via CNN Newsource

Mark Rutte, secretário-geral da Otan, a aliança militar ocidental, disse que a Europa deveria “continuar sonhando” se pensa que pode se defender sem o apoio dos Estados Unidos.

“Se alguém ainda pensa que a União Europeia, ou a Europa como um todo, pode se defender sem os EUA, continue sonhando. Vocês não podem. Nós não podemos. Precisamos uns dos outros”, afirmou Rutte durante um discurso no Parlamento Europeu, em Bruxelas, nesta segunda-feira (26).

O chefe da Otan alertou as nações europeias de que precisariam aumentar os gastos com defesa para 10% do PIB se “realmente quiserem fazer isso sozinhas”, acrescentando que precisariam desenvolver sua própria capacidade nuclear, o que custaria bilhões de euros.

“Nesse cenário, vocês perderão a garantia máxima da nossa liberdade, que é o guarda-chuva nuclear dos EUA. Então, boa sorte”, pontuou.

Os comentários são feitos após uma semana turbulenta para a Europa e seus aliados ocidentais, depois que o presidente Donald Trump continuou insistindo em suas exigências pela anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos.

O chefe da Otan continuou elogiando Trump por levantar a questão da segurança no Ártico, reconhecendo que sair em defesa do líder americano irritaria muitos outros líderes.

“Acho que ele está certo. Há uma questão com a região do Ártico. Há uma questão de segurança coletiva, porque essas rotas marítimas estão se abrindo e porque os chineses e os russos estão cada vez mais ativos”, disse ele.

Chefe da Otan fala em “linhas de trabalho” sobre Groenlândia

Rutte afirmou que haverá duas linhas de trabalho daqui para frente em relação à questão da Groenlândia.

A primeira envolverá a Otan assumindo mais responsabilidade coletiva pela defesa do Ártico, para impedir o acesso da Rússia e da China à região, tanto militar quanto economicamente.

A segunda medida envolveria a continuação das discussões trilaterais entre os EUA, a Dinamarca e a Groenlândia. Rutte afirmou que não participaria das reuniões, acrescentando que não tem mandato para negociar em nome da Dinamarca e que não o fará.

No início do mês, os chanceleres de Dinamarca e Groenlândia se reuniram com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado Marco Rubio em Washington.

Rasmussen afirmou que a reunião foi “construtiva”, mas que persiste uma “divergência fundamental”.

Na semana seguinte, Trump e Rutte se encontraram em Davos, na Suíça. O líder americano anunciou uma estrutura de acordo sobre a Groenlândia, recuando na ameaça de impor tarifas às nações europeias que se opuseram ao plano de anexação.

Ainda não está totalmente claro o que está incluído nessa estrutura de acordo, nem o papel exato de Rutte nas negociações, mas a surpreendente mudança de posição de Trump mais uma vez colocou o secretário-geral da Otan no centro das atenções.

CNN

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