
Foto: Reprodução/Departamento de Bombeiros de Littleton
Uma onda de ataques contra concessionárias, estações de recarga e veículos da Tesla se espalhou pelos Estados Unidos nas últimas semanas, refletindo a crescente insatisfação de parte da população com Elon Musk e seu alinhamento político com Donald Trump. Desde a posse do presidente republicano, mais de uma dúzia de atos violentos foram registrados, incluindo incêndios criminosos, disparos e pichações direcionadas à marca de carros elétricos.
O vandalismo contra a Tesla ocorre em meio a uma crise para a montadora, que enfrenta queda nas vendas e no valor de suas ações, além de um aumento na rejeição da marca por clientes que antes a viam como um símbolo de inovação e sustentabilidade.
Entre os ataques mais graves registrados nos últimos meses nos EUA, destacam-se:
Além dos ataques físicos, manifestações pacíficas contra a Tesla se espalharam pelo país. Em Nova York, seis pessoas foram presas após ocuparem uma loja da Tesla, enquanto protestos foram registrados na Califórnia, onde manifestantes seguravam cartazes com frases como “Boicote Tesla” e “Fogo em Musk, não nos parques nacionais”.
Diante da escalada dos ataques, Musk quebrou o silêncio e condenou os atos de vandalismo. Em resposta a um vídeo de uma estação de carregamento da Tesla incendiada, publicado no X, o bilionário declarou: “Atos criminosos não são liberdade de expressão”.
A Tesla também prometeu agir. Em uma postagem oficial, a empresa afirmou que “tomará medidas legais contra qualquer dano a suas instalações”.

Musk, que já foi visto como um líder inovador na transição energética, tornou-se uma figura polarizadora desde que assumiu um papel ativo na política dos EUA. O bilionário doou US$ 288 milhões para a campanha de Trump e passou a integrar um grupo de conselheiros do governo, sendo apelidado de “Presidente Musk” por críticos.
Os ataques à Tesla também refletem a insatisfação com o chamado D.O.G.E. (Departamento de Eficiência Governamental), uma força-tarefa criada por Trump e coordenada por Musk, responsável por demissões e cortes de programas federais. A iniciativa levou 100 mil funcionários públicos a perderem seus empregos, gerando protestos em todo o país.
(Com informações de Washington Post, Reuters e BBC)