Custo do combate ao tráfico não pode ficar apenas com MS, afirma Reinaldo

Da assessoria/ML

Foto: Divulgação

O candidato ao Senado Federal Reinaldo Azambuja (PL 222) voltou a cobrar, nesta terça-feira (18), uma ação efetiva do Governo Federal no combate ao tráfico internacional de drogas, apontando que Mato Grosso do Sul — recordista nacional em apreensões de entorpecentes — paga sozinho a conta de um crime que é transnacional e, portanto, de responsabilidade da União.

Com mais de mil quilômetros de fronteira internacional com o Paraguai e a Bolívia, grande parte em área seca, o Estado se tornou a principal porta de entrada de cocaína e maconha no Brasil. Só o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), vinculado ao Governo do Estado, retirou de circulação 196,5 toneladas de drogas em 2025 — a segunda maior marca histórica da corporação — e 96,8 toneladas somente no primeiro semestre de 2026. Entre 2017 e 2025, o DOF acumula 1.348 toneladas de entorpecentes apreendidos.

Os números estaduais superam, na faixa de fronteira, o volume retirado de circulação pelos órgãos federais, evidenciando que a estrutura de fiscalização da União — que deveria ser a primeira linha de defesa — não acompanha a extensão do território e a dimensão do crime organizado.

“A segurança do País começa na fronteira. O tráfico não é um problema de Mato Grosso do Sul, é um crime transnacional que abastece organizações criminosas do Brasil inteiro. Quem tem a obrigação constitucional de proteger a fronteira é a União, mas quem está na linha de frente, com os policiais estaduais, é Mato Grosso do Sul. Precisamos de presença constante da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, com suporte tecnológico e efetivo compatível com a extensão do nosso território”, afirmou Reinaldo, candidato ao Senado com o número 222.

Mato Grosso do Sul também arca com o custo de presos federais mantidos em unidades prisionais estaduais — despesa que deveria ser bancada pelo Governo Federal. O Estado cobra na Justiça o ressarcimento de R$ 616 milhões da União, valor acumulado ao longo dos anos com o custeio desses detentos, cujo gasto mensal médio por preso gira em torno de R$ 1,5 mil — um peso que compromete o orçamento da segurança pública sul-mato-grossense.

Candidato ao Senado com o número 222, Reinaldo defende a criação de uma política nacional de segurança pública para a faixa de fronteira, com investimento prioritário do Governo Federal nos estados que fazem divisa com os países de origem das drogas — em especial Mato Grosso do Sul, Paraná e Mato Grosso, fronteiras com Paraguai e Bolívia.

Entre as medidas, Reinaldo propõe: Reforço de pessoal nas forças federais que atuam na região (PF e PRF); Ampliação de viaturas e equipamentos de fiscalização e inteligência; Tecnologia e monitoramento permanente da fronteira seca; Mais recursos para as polícias estaduais, que hoje respondem pela maior parte das apreensões.

O candidato ao Senado lembra que, durante seus oito anos à frente do Governo de Mato Grosso do Sul, a segurança pública foi prioridade. Foram investidos R$ 649,7 milhões na área, com a aquisição de 1.705 viaturas, R$ 80 milhões em aeronaves, contratação de 3.079 novos servidores, 9.747 promoções e a criação de 11 núcleos de inteligência voltados ao combate ao crime organizado. O resultado: taxa de elucidação de homicídios de 89% e cerca de duas mil toneladas de drogas apreendidas em sete anos pelas forças estaduais.

“Minha preocupação sempre foi e será com a proteção das famílias. Em Mato Grosso do Sul, mostramos que com investimento e inteligência é possível reduzir a criminalidade. No Senado, é preciso lutar para que esse modelo seja replicado em nível federal, garantindo que o Brasil pare de enxugar gelo e passe a fechar as portas para o crime onde ele realmente entra”, concluiu.

A proposta de Reinaldo está alinhada às diretrizes nacionais do PL e figura entre as 12 metas prioritárias do partido para o país no programa “Brasil sem Medo”, principal bandeira de segurança pública de Flávio Bolsonaro (PL 22), candidato à Presidência da República. O plano prevê endurecimento no combate ao crime organizado e às facções, reforço da atuação federal nas fronteiras e mais investimentos no sistema de segurança.

Reinaldo Azambuja reforça que a segurança das fronteiras é questão de soberania nacional — e que o Senado será o palco para transformar a experiência de MS em política pública federal, garantindo que o Estado deixe de arcar sozinho com os custos de um problema que é de todo o Brasil.

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