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Com a chegada do outono, que começa oficialmente em 20 de março, é comum perceber o aumento de gripes, resfriados, crises alérgicas e outros problemas respiratórios. Mas afinal, por que a mudança de estação parece deixar o organismo mais vulnerável? Segundo José Andys Rodrigues, coordenador do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera Vila Mariana, a explicação envolve fatores ambientais e comportamentais.
“As oscilações bruscas de temperatura exigem um esforço maior do organismo para manter o equilíbrio térmico. Além disso, durante períodos mais frios ou secos, há maior permanência em ambientes fechados e menor circulação de ar, o que facilita a transmissão de vírus e bactérias”, explica.
De acordo com o especialista, o ar mais seco também contribui para o ressecamento das mucosas nasais, que funcionam como uma barreira natural contra microrganismos. Quando essa proteção está fragilizada, o risco de infecções aumenta.
Outro fator importante é a redução da exposição solar. “A menor incidência de luz solar pode impactar os níveis de vitamina D, nutriente essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico”, destaca o professor. Além disso, mudanças na rotina, como alterações na alimentação, na prática de atividades físicas e na qualidade do sono, também influenciam a resistência do organismo.
Apesar do aumento de doenças respiratórias ser comum nesse período, algumas atitudes ajudam a fortalecer o sistema imunológico e reduzir os riscos de infecção. Confira algumas recomendações do especialista:
NM/AB