Últimas eleições presidenciais tiveram 398 mil aptos que não votaram em MS

Segundo a justiça eleitoral, 398. 391 eleitores se abstiveram do voto em Mato Grosso do Sul nas últimas eleições gerais, realizadas em 2020.

Se ampliarmos o levantamento, em média, cerca de 385 mil eleitores sul-mato-grossenses aptos ao voto não foram às urnas nas dois últimos pleitos gerais. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a média de eleitores faltosos no 1º turno das eleições gerais de 2014 e 2018 no estado  é de 385.872 desde então.

Conforme a Justiça Eleitoral, com 59.106 faltantes, o maior percentual de não comparecimento às urnas em 2020 foi de eleitores com idade entre 25 e 29 anos, mesma idade com o maior número de abstenções a nível nacional, mais de 3 milhões de abstenções.

Confira o  percentual de abstenções em MS desde 2012

Ano Eleitorado apto Abstenções Percentual de abstenções
2020 1.932.293 485.440 25,12%
2018 1.877.982 398.391 21,21%
2016 1.875.869 369.267 19,69%
2014 1.818.937 373.353 20,53%
2012 1.775.061 295.854 16,67%

Fonte TSE*

Com 26 anos, o campo-grandense Bruno Souza, emitiu seu título de eleitor somente neste ano. “A maior parte da minha vida eu fui apolítico. Não gosto da política de que você é obrigado a fazer alguma coisa”, disse ao Correio do Estado.

De acordo com o comerciante, as principais motivações para votar neste ano aconteceram pelo descontentamento tanto com a administração do ex-prefeito de Campo Grande e candidato ao governo do Estado, Marquinhos Trad (PSD), e do atual presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Não gostei do trabalho do ex-prefeito de Campo Grande, assim como da gestão do atual presidente. Passei a vida toda viajando com artesanato, sempre foi de boa, no início do atual governo, a situação piorou”, disse Bruno Souza.

Para ele, conhecer nove estados brasileiros por meio de seus trabalhos com a venda de pulseiras, colares, brincos e esculturas artesanais, fez com que notasse a atividade política por onde passou. “Lidar com estas questões de comércio em ano de eleição é mais tranquilo, o problema são os candidatos que aparecem somente em período eleitoral”, finalizou.

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