
Foto: AGEPEN
A Polícia Penal de Mato Grosso do Sul realizou, na segunda-feira (21), uma operação de segurança no Estabelecimento Penal Masculino de Coxim, com revista e procedimentos de fiscalização voltados à identificação de celulares e outros materiais proibidos dentro da unidade.
A ação mobilizou policiais penais e equipes especializadas da Agepen, com atuação orientada por informações de inteligência e uso de equipamentos de varredura. Durante os procedimentos, nenhum aparelho celular foi identificado no interior da unidade.
O resultado faz parte de uma estratégia permanente de prevenção e controle adotada pela Polícia Penal nas unidades prisionais do Estado. As operações permitem verificar as condições de segurança, identificar possíveis vulnerabilidades e reforçar os mecanismos de controle, mesmo quando não são encontrados materiais ilícitos.
A ação em Coxim integrou mais uma fase da Operação MUTE, iniciativa voltada ao enfrentamento das comunicações ilícitas no ambiente prisional. A mobilização desta semana ocorre simultaneamente em diferentes estados e conta com a participação da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), além do acompanhamento de policiais penais federais. Nesta quarta-feira (23), a mesma mobilização tem continuidade na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), onde policiais penais realizam procedimentos de revista e fiscalização.
Em Mato Grosso do Sul, a atuação é coordenada pela Diretoria-Geral da Polícia Penal e pela Diretoria de Operações da Agepen, com participação das equipes das próprias unidades, do Comando de Operações Penitenciárias (COPE) e da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Gisp).
Fiscalização permanente
A operação em Coxim faz parte de uma rotina mais ampla de fiscalização mantida pela Polícia Penal em Mato Grosso do Sul.
Somente em 2026, já foram realizadas 69 grandes operações de revista em unidades prisionais do Estado, além das inspeções regulares realizadas pelas equipes.
As ações são planejadas com base em informações operacionais e de inteligência e podem envolver revistas em celas, galerias e áreas de segurança.
Além das operações de revista, a Polícia Penal também vem ampliando o emprego de tecnologia para identificar possíveis comunicações ilícitas. A Operação Modo Avião, por exemplo, utiliza equipamentos capazes de detectar sinais de telefonia móvel e orientar as equipes sobre áreas que podem demandar procedimentos de fiscalização.
A combinação entre inteligência, tecnologia e atuação operacional permite direcionar as ações de segurança de acordo com as características de cada unidade, fortalecendo a prevenção e o controle do sistema prisional.
Em Coxim, a operação realizada na segunda-feira reforça justamente esse trabalho preventivo. A unidade foi submetida a uma fiscalização especializada e, ao final dos procedimentos, não houve identificação de aparelhos celulares.

Foto: AGEPEN