
Rodrigo Ferreira Lima, empresário e ex-gerente de Tributos e Receitas da Prefeitura de Coxim, foi detido na manhã desta quarta-feira (13) durante a operação “Grilagem de Papel,” conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Ele foi detido no centro da cidade por policiais à paisana enquanto saía de uma academia.

Foto: Gaeco
A investigação indica que servidores públicos, incluindo Lima, estariam envolvidos em um esquema ilegal de transferência de terrenos públicos no bairro Morada Altos de São Pedro. A denúncia, feita no primeiro semestre deste ano, motivou o início das investigações, que têm contado com a cooperação da prefeitura. O prefeito reeleito de Coxim, Edilson Magro (PP), afirmou que o município tem colaborado com o Ministério Público Estadual e adotado as medidas necessárias: “Abrimos sindicância e afastamos os envolvidos. Confiamos na Justiça para esclarecer os fatos,” declarou.
Durante a operação, o GAECO cumpriu 15 mandados de busca e apreensão – 14 em Coxim e um em Várzea Grande (MT) – e recolheu R$ 15 mil em espécie, além de celulares e documentos sobre regularização fundiária e transferência de imóveis. Dois servidores também foram afastados por suspeita de envolvimento nas irregularidades.

Foto: Gaeco
Enquanto uma equipe abordava Rodrigo na saída da academia, outras equipes vasculharam antiga e a atual Gerência de Tributos e Receitas no prédio da Prefeitura de Coxim, Procuradoria Geral do Município (PGM), Diretoria Executiva de Planejamento Urbano (DEPU), Cartório de Registro de Imóveis e residências de servidores.
Segundo a apuração inicial, os servidores teriam emitido certidões de regularização fundiária para terrenos abandonados com registros no Cartório de Imóveis, mas sem seguir os trâmites legais. Essas certidões permitiam a transferência dos imóveis, facilitando sua apropriação indevida.
O nome da operação, “Grilagem de Papel,” alude ao uso de documentação falsa para a apropriação de terrenos públicos. A investigação busca combater a corrupção e assegurar a transparência na administração pública.
(*) Matéria em atualização.
Fonte: Maikon Leal