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MS possui maior taxa de ocupação de UTI’s Covid no Brasil, com 100%, aponta Fiocruz

Por Redação

Em 15 de abril de 2021

MS possui a maior taxa de ocupação de UTI’S Covid no país – Arquivo Correio do Estado

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, nesta quarta-feira (14), boletim extraordinário que aponta Mato Grosso do Sul com o maior número de ocupações, 100%, nas Unidades de Terapia Intensivas (UTI’s) de Covid-19 entre os estados do Brasil. Conforme análise da nota técnica, a sobrecarga dos hospitais, principalmente nos leitos de UTI, continuou em níveis críticos.

O Estado chegou a ocupar taxa de 105,75% no dia 4 de abril e hoje (14), as UTI’s destinadas a pacientes infectados com a Covid-19 operam em 100%, segundo dados do portal Mais Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

De acordo com o documento, na Semana Epidemiológica (SE) 14, de 4 a 10 de abril, a tendência de alta transmissão da doença se manteve no país, com números recordes de mortes, uma média de 3.020 por dia, e de novos casos confirmados, cerca de 70.200 casos diários.

Na SE 14, 17 estados e o Distrito Federal encontram-se com taxa de ocupação de UTI’s Covid maior que 90%: Mato Grosso do Sul (100%), Rondônia (96%), Acre (92%), Tocantins (90%), Piauí (94%), Ceará (97%), Rio Grande do Norte (98%), Pernambuco (97%), Sergipe (94%), Minas Gerais (91%), Espírito Santo (95%), Rio de Janeiro (90%), Paraná (95%), Santa Catarina (97%), Mato Grosso (98%), Goiás (96%) e Distrito Federal (98%).

 

O boletim traz ainda um painel sobre a vacinação no país. Mato Grosso do Sul ocupa o terceiro lugar na porcentagem de pessoas vacinadas com esquema de imunização completo, com 35,6%, até o período analisado, seguindo atrás de Roraima, com 43,4% e São Paulo, com 39,7%.

No Brasil, do total de pessoas vacinadas, 27.567.230 até a SE 14, 30,2% receberam as duas doses da vacina contra Covid-19 e 69,8% foram imunizadas apenas pela primeira dose.

“Roraima, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso apresentam as menores diferenças até 13 de abril. Essa diferença está diretamente relacionada com o volume de faltosos para a segunda dose, mas também pode refletir estratégias diferenciadas de aceleração da imunização da primeira dose, ou ainda conter diferenças relativas à celeridade do registro”, afirma a nota técnica.

Segundo os pesquisadores, o alto número de testes com diagnósticos positivos indica que, durante o período analisado, o vírus permaneceu em circulação exorbitante em todo o Brasil.

Observa-se, de acordo com o estudo, que o quadro epidemiológico pode demonstrar a desaceleração da pandemia, com o desenvolvimento de um novo estágio, como o que se deu em meados de 2020, entretanto, com números de mortes e de casos graves muito maiores.

Com o objetivo de controlar a disseminação da doença, os pesquisadores ressaltam ser fundamental a adoção de medidas que sejam convergentes e estejam em sinergia, principalmente os municípios que compõem as regiões metropolitanas.

“As medidas de restrição de mobilidade e de algumas atividades econômicas, adotadas nas últimas semanas por diversas prefeituras e estados, estão produzindo êxitos localizados e podem resultar na redução dos casos graves da doença nas próximas semanas. No entanto, ainda não tiveram impacto sobre o número de óbitos e no alívio das demandas hospitalares”, alertam.

Concluem ainda que a flexibilização de medidas restritivas pode ocasionar um ritmo de transmissão com maior velocidade de casos graves da doença nas próximas semanas.

Covid-19

Mato Grosso do Sul teve 65 novas mortes confirmadas por Covid-19 nas últimas 24 horas e ultrapassou o número de 5 mil óbitos, chegando a 5.005. O Estado confirmou também, 1.330 diagnósticos positivos para a doença de ontem (13) para hoje (14), totalizando 232.849 casos.

Os números de recuperados são de 213.241, e os que se encontram em isolamento domiciliar de 13.217. A taxa de letalidade é de 2,1 e a de contágio subiu para 1,12. A média móvel dos casos é de 1.164,6 e a de mortes 53,6.

Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul deverá receber, nesta quinta-feira (15), um novo lote com 77,9 mil doses da vacina contra a Covid-19. O 13º lote possui 31,4 mil doses da vacina Coronavac e 46,5 mil doses da AstraZeneca.

O Estado aguarda confirmação do Ministério da Saúde a respeito do envio e, com este número, soma 708.010 doses recebidas do imunizante.

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