
A falta de energia, tristeza profunda sem explicação aparente e desinteresse generalizado são alguns dos sintomas mais comuns da depressão — um transtorno psiquiátrico que pode ser agravado pelo consumo de determinadas bebidas.
Álcool
É um erro comum associar o álcool a um estimulante apenas porque ele pode provocar efeitos imediatos como aumento da frequência cardíaca, maior estado de alerta e, em alguns casos, agressividade.
Apesar desses efeitos iniciais, o site Verywell Mind explica que o álcool é, na verdade, um depressor do sistema nervoso central, podendo afetar a forma como o cérebro se comunica com os nervos do corpo.
Esse tipo de substância atua sobre o neurotransmissor ácido gama-aminobutírico (GABA), que desacelera a atividade cerebral. Isso pode causar efeitos como relaxamento, sonolência, fala arrastada, diminuição das inibições e problemas de coordenação.
Além disso, especialistas alertam que beber álcool rapidamente e em grandes quantidades pode levar a sintomas mais graves, como perda de memória, coma e até mesmo morte.
Efeitos colaterais mais comuns do consumo de álcool:
Pressão baixa
Perda de coordenação
Visão turva
Dor de cabeça
Tempo de reação reduzido
Náusea
Vômito
Tontura
Comprometimento das funções mentais
Respiração lenta
Perda de consciência
Amnésia
Vale destacar que os efeitos do álcool dependem, em grande parte, da quantidade ingerida, da velocidade de consumo e de fatores individuais, como a genética.
Refrigerantes
O consumo de refrigerantes também está associado ao aumento do risco de transtornos depressivos, possivelmente devido a alterações no microbioma intestinal, segundo estudo citado pelo Medscape.
Os sintomas mais graves costumam ser observados em mulheres, possivelmente por diferenças biológicas e hormonais que influenciam esses padrões.
Como os refrigerantes podem aumentar ou agravar sintomas de depressão:
De acordo com o especialista Thanarajah, citado pela mesma fonte, os refrigerantes podem aumentar o risco de depressão por diversos mecanismos, como picos de açúcar no sangue, alterações no microbioma intestinal, processos inflamatórios e impactos no sistema de recompensa do cérebro.
Diferentemente de alimentos sólidos, os refrigerantes liberam rapidamente açúcar ou adoçantes no cólon, o que pode elevar rapidamente os níveis de glicose no sangue, atingir o cérebro e favorecer o crescimento de bactérias intestinais com propriedades pró-inflamatórias.
O microbioma intestinal também pode ser prejudicado porque algumas dessas bebidas contêm adoçantes artificiais, como o aspartame. Além disso, a pesquisa aponta os efeitos negativos do açúcar enquanto substância com potencial viciante.
É importante ressaltar que consumir essas bebidas não significa, por si só, desenvolver depressão. O diagnóstico da doença exige sempre avaliação médica especializada.
NM/AB









